A profissionalização da cultura negra no Brasil foi o assunto principal do 6º Festival da arte negra

 

Texto: Redação | Foto: Netun Lima | Adaptação Web Sara Loup

6 º Festival da arte negra | Foto: Netun Lima

6 º Festival da arte negra | Foto: Netun Lima

Artistas e produtores compartilharam suas experiências sobre a importância da profissionalização da cultura negra brasileira. O Seminário foi dividido em quatro mesas com temas distintos: Panorama da Cultura, Perspectivas para economia da arte e da cultura negra, Cultura Negra, apenas um bom negócio? E Diversidade da Cultura Negra, diálogo da economia criativa.

A primeira mesa foi composta pela cantora e ex-ministra da Cultura do Peru, Susana Baca, Tatiana Silva, do Ipea/Brasília e Abdulaye Sanghor, representante do ministro da Cultura e Turismo do Senegal. Regina Faria, do Sebrae/MG, Ana Flávia (Cedeplar/UFMG) e Athaydes Motta, do Fundo Baobá para a Equipe Racial/PE, fizeram parte da segunda. No debate, Athaydes cobrou mais ações das entidades negras.

“A gente não pode ficar parado pensando se vai ou não vai, nós temos que agir. A cultura negra é a parte negra que o Brasil admite, usa e abusa, codifica e considera como integrante da cultura nacional.”

Na terceira mesa, Mauricio Pestana, da RAÇA BRASIL, foi um dos palestrantes, ao lado de Hilton Cobra, da Cia dos Comuns do Rio de Janeiro, Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Cultural Preta, de São Paulo, e Victor Magalhães, do Coletivo Bambata, de Belo Horizonte, que colocou em questão a importância da descentralização dos eventos culturais e sua experiência na produção do Palco Hip Hop, que reuniu mais de 10 mil pessoas.

Outra participante da mesa foi Denise Nicoline, do Cedeplar/UFMG. Segundo Gil Amâncio,  idealizador do FAN e do seminário, discutir a economia da cultura negra trouxe grandes benefícios. “A arte e a cultura negra sempre ocuparam um espaço estético, nunca econômico. Essa foi a primeira oportunidade de debater o assunto na cidade e com os artistas. Esse seminário trouxe dados consolidados importantes, possibilitando o acesso às informações para saber onde investir”, comemorou.

 

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