Saiba um pouco mais sobre a Batalha de Adowa

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação

A Batalha de Adowa | Foto: Divulgação

A Batalha de Adowa | Foto: Divulgação

Para registrar nossos filhos com nomes africanos, minha mulher Ana e eu nos valemos de uma cópia de um exemplar em inglês, trazido da África, naquela época, pelo casal Ivair e Neusa Poli. Depois disso, porém, a editora Quilombo hoje publicou um “livreto”, Nomes Afros e Seus Significados, sem autoria (fora de catálogo), que tem auxiliado muitas pessoas nessa missão. Há um nome que não consta em nenhum compêndio, mas que deveria servir de referência para quem deseja exaltar as glórias do povo negro: Adowa, ou Adwa.

Esse é o nome da batalha que, em 1º de março de 1896, infligiu a maior derrota a uma força militar europeia, por parte de um exército africano, desde os tempos em que os cartagineses de Aníbal venceram a Roma dos Césares. A Batalha de Adowa garantiu no final do século 19 a soberania da Etiópia, expulsando os exércitos italianos, que tentavam invadi-la o tempo todo.

Nunca é demais lembrar que após a Conferência de Berlim, ocorrida entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, o Continente Africano foi repartido entre potências europeias. A Etiópia foi o único país da África a se manter livre do jugo colonial. Pagou caro pela ousadia de assegurar sua soberania, tendo que enfrentar várias tentativas de invasão.

O que a Itália não sabia é que, desde os tempos bíblicos, os etíopes (“caras queimadas”, nome dado pelos gregos a todos negros africanos) venceram centenas de tentativas de invasão até mesmo de seus conterrâneos egípcios e sudaneses.Além das guerras, a Etiópia resistiu à miséria e às doenças provocadas pelos bloqueios internacionais, que não venceram a altivez e a soberania do povo etíope.

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