Saiba mais sobre a história do maior evento de cultura negra da América Latina, a Feira Preta

 

TEXTO: André Rezende | FOTO: Rafael Cusato | Adaptação web: David Pereira

A história da Feira Preta | FOTO: Rafael Cusato

A história da Feira Preta | FOTO: Rafael Cusato

A Feira Preta surgiu em 2002 para fomentar o empreendedorismo étnico e fortalecer a cultura negra no país. Mais de uma década depois da primeira edição, esses objetivos estão mais que consolidados. “Nos tornamos pioneiros num evento exclusivamente criado para o segmento negro, e o que percebemos é que a Feira acompanhou o crescimento da participação do negro na economia brasileira”, afirma Adriana Barbosa, idealizadora do evento.

Depois de mais de 10 anos de existência do evento que conta com shows, musicais, mostras de artes plásticas, cinema, dança, teatro, literatura, moda, gastronomia e debates fica a certeza de que nos últimos anos a cultura negra conquistou espaço, respeito e valorização na sociedade brasileira e que a existência da Feira Preta contribuiu muito para isso. “O espaço que nós conquistamos ao longo dos anos tem muito a ver com esse evento, que de certa forma abriu um espaço para que a nossa cultura fosse mostrada e celebrada sem nenhum tipo de preconceito. Aqui temos pessoas de todas as etnias com um ponto em comum: a paixão pela cultura e pela história dos afrodescendentes, que, na verdade, está totalmente ligada à história do Brasil”, afirma a professora Jandira Pereira, de 36 anos, que prestigia o evento há 6 anos.

A teleoperadora Tâmara Cristina Ribeiro, de 23 anos, acompanha a Feira desde a primeira edição. “Melhorou muito, hoje temos muitas coisas novas pra mostrar e dizer e aqui temos esse espaço garantido. A gente está se impondo e a tendência é melhorar ainda mais.”
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