Negra, linda e atriz, essa é a carioca Pâmela Vidal

 

Texto: Denise Pires| Foto: Divulgação | Adaptação Web Sara Loup

Pâmela Vidal | Foto: Divulgação

Pâmela Vidal | Foto: Divulgação

A carioca Pâmela Vidal, de 28 anos, começou aos 12 um curso de modelo e, aos 13, quando já alcançava 1,80m de altura, estreou nas passarelas. Mais tarde fez espetáculos como mulata show e percorreu alguns lugares do mundo com o musical Brasil Brasileiro. Com a maternidade, Pâmela precisou dar um breque na carreira.

Voltou a dar aulas (ela também é professora primária), mas o sonho de construir uma carreira artística nunca foi abandonado. “Fui ao Projac fazer um cadastro e recebi alguns elogios do tipo ‘nossa, você está ótima’, que me incentivaram a voltar. Por causa da gravidez, achava que não estava em boa forma”, diz. Em 2010, foi chamada pelo diretor Luiz Fernando Carvalho para viver a empregada doméstica Betana minissérie Afinal, o que querem as mulheres? “, e essa experiência, para ela, foi um grande aprendizado.

“Pensava que a vida de atriz era mais light, se comparada com o trabalho de figuração. Que nada! A ralação, a tensão e a cobrança são maiores.” Desde então, Pâmela se dedica à dramaturgia e todas as vertentes da arte, como o balé e cursos de interpretação. “Uma boa atriz tem que saber um pouco de tudo.” Sobre seus fios, às vezes, ela é obrigada a fazer escova. Com descendência indígena, portuguesa, negra e suíça, Pâmela tem fotos profissionais com o cabelo liso, caso surja algum trabalho com este perfil. “Mas amo o meu cabelo natural, que não chega a ser crespo, por causa dessa mistura que tenho.

Pessoalmente, prefiro estar com os meus cachos e também adoro fazer trançinha nagô.” Algo a ver com a sua identidade negra? “Sem dúvida. Muita gente vem me elogiar dizendo que sou uma morena linda, mas não sou morena, eu sou negra, minha família toda é de negros, não tem o por que esconder”, afirma. Mas tem gente que esconde, né Pâmela? “Ah, acho péssimo isso, uma total falta de cultura, de amor-próprio”, dispara.

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