O ator Sidney Santiago viu amigos serem barrados por garçom

Era para ter sido uma noite de celebração. Um grupo de oito amigos, todos artistas e negros,  combinou de se encontrarem no bar Bambolina, na Praça Roosevelt, para comemorar o bom momento de vários deles. O ator Babu Molina, por exemplo, estava em cartaz em dois filmes na Mostra de São Paulo, outra atriz integra o elenco de uma série do Netflix, outros dois iriam começar a gravar um reality show gastronômico… Motivos para brindar, portanto, não faltavam.

O grupo estava dividido em dois. Cinco já estavam sentados na mesa quando viram outros três chegarem. Ocorre que um garçom interceptou o trio. Quis saber se eles iriam usar o banheiro e informou que, para ficar ali dentro, era preciso consumir. Eles foram barrados. “A cena de racismo e violência contra os direitos humanos aconteceu na frente de outras pessoas”, lembra o ator Sidney Santiago, do grupo Os Crespos e com o currículo que inclui a novela Escrava Mãe, da Record. Santiago assistiu a tudo enquanto esperava os colegas.

O trio questionou o garçom pela abordagem e pediram para chamar o gerente. “Indagado sobre a abordagem truculenta e desrespeitosa, o gerente disse ser um procedimento do local. Mal sabia ele que nós tínhamos testemunhado sua diferença de tratamento com outros frequentadores que adentravam o local”, escreveu Santiago em um post no Facebook.

Em uma pesquisa na internet, Santiago constatou que aquele não era o único caso de racismo por parte Bambolina. O ator, diretor e cineasta Rodolfo Garcia Vásquez, ligado ao estabelecimento, entrou em contato para conversar com o ator. “O fundamental é que não ocorra mais nenhum tipo de racismo naquele bar”, finaliza Santiago.

Fachada do Bambolina, na Praça Roosevelt: acusado de barrar clientes negros (Reprodução/Veja SP)

 

Fonte: Veja SP

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