A Câmara dos Deputados aprovou um pedido de audiência pública solicitado pela deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ), nesta quarta-feira (5), para debater o caso da estudante de jornalismo que denunciou um caso de racismo que sofreu dentro da sala de aula na Unit (Universidade Tiradentes), de Aracaju (SE).

O caso veio à tona depois de matéria publicada pelo portal de noticias R7 no mês passado. A jovem de 20 anos estava apresentando um texto na bancada de aula de Comunicação e Expressão Oral — Técnicas de Dicção, quando o professor disse na frente de toda a sala que o tipo de penteado dela não servia para ser âncora de telejornal.

A jovem, que é negra e usa cabelo étnico afro, contou à reportagem que quando estava passando o texto na bancada ele disse que, por conta dos padrões, o cabelo dela chamaria mais atenção que a notícia.

Em seu requerimento, a deputada justificou a importância do debate dizendo que “vemos a repetição do odioso crime de preconceito de raça e de cor em nosso País” e que “a discussão desse episódio específico proporcionará a discussão de medidas capazes de prevenir e combater o racismo nas escolas”.

Ontem, os requerimentos foram ratificados, por unanimidade, pelas comissões de Educação e de Defesa dos Direitos da Mulher. Rosangela Gomes considera que a estudante foi vítima de racismo e injúria racial. Em plenário, a deputada disse que também já passou por situações semelhantes à da jovem.

— Eu sei o que é ser preta, de cabelo étnico e também já sofri vários atos de racismo e discriminação. Isso não é um fator preponderante para desmerecer nenhum negro. No meu caso, eu encontrei na educação um caminho. E essa jovem segue também esse caminho, pois ela paga a faculdade com dificuldade, com o salário que recebe como estagiária.

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