Escola Belo Porvir, em Epitaciolândia, foi selecionada em edital nacional (Foto: Jotinha Gouveia/Arquivo pessoal)

Escola Belo Porvir, em Epitaciolândia, foi selecionada em edital nacional (Foto: Jotinha Gouveia/Arquivo pessoal)

O projeto de valorização dos alunos negros desenvolvido pela Escola Estadual de Ensino Médio Belo Porvir, em Epitaciolândia, foi selecionado pelo II Edital Gestão Escolar para Equidade - Juventude Negra, que visa custear ações de enfrentamento às desigualdades raciais na Educação. Com isso, o colégio deve receber R$ 35 mil para apoio e ampliação do trabalho.

O edital é desenvolvido pelo Fundo para Equidade Racial, Instituto Unibanco e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com direcionamento para escolas públicas de ensino médio e organizações sociais. Um total de 10 projetos foram selecionados e o resultado foi divulgado ainda na segunda-feira (14).

A diretora da instituição, Maria Antônia Vieira conta que, desde 2014, a gestão investe na "construção de uma autoimagem positiva por parte dos alunos" e, por isso, as disciplinas são pensadas para convergir a esse resultado.

O projeto "Nos Varadouros da Equidade Racial", inscrito no edital, foi apenas a sistematização de todo o trabalho.

Além disso, o colégio aposta em atividades fora da grade curricular, como eventos culturais com dança, música e ainda um jornal mural feito pelos próprios alunos. Maria ressalta que, dentro do projeto pedagógico, também são realizadas palestras. O colégio contabiliza em torno de 657 alunos matriculados neste ano letivo.

Alunos estudam raízes culturais do trabalho negro no Brasil (Foto: Divulgação/Escola Belo Porvir)

Alunos estudam raízes culturais do trabalho negro
no Brasil (Foto: Divulgação/Escola Belo Porvir)

"Tentamos convergir para o desenvolvimento do protagonismo juvenil em todas as áreas. Procuramos desenvolver a construção da identidade e do autoconhecimento dos nossos alunos. Muitos dos que são negros não se definem dessa forma e precisamos trabalhar muito isso. Nossas ações pedagógicas são feitas nesse propósito", fala.

Os resultados, de acordo com a diretora, são vistos na forma que os estudantes vivem em sociedade. O dinheiro deve ser utilizado, além do custeio das iniciativas já adotadas, também para a compra de equipamentos usados nas ações.

"Trabalhamos as diferenças e é um exercício contínuo. Muitos acham que devem tratar os alunos como iguais, mas, na verdade, são as diferenças, para podermos ter uma escola democrática. Vemos o resultado quando ouvimos os relatos sobre eles. Existe uma atuação cidadã da parte deles", finaliza.

Fonte: G1

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