Conheça a poetisa Cristiane Sobral

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação

Cristiane Sobral | Foto: Divulgação

Cristiane Sobral | Foto: Divulgação

Claro que nossas raízes estão cravadas no passado e são alimentadas por personagens ancestrais, mas também é fundamental refletir sobre pessoas contemporâneas e fatos mais recentes, quando nos remetem à história e cultura de nosso povo. Por isso, quero falar aqui da atriz, arte-educadora, professora universitária, poeta e escritora, Cristiane Sobral. Uma carioca nascida em 1974, mas que adotou Brasília como sua terra, em 1990.

E foi na capital federal que eu a conheci, em 1999, quando realizamos pela Fundação Palmares, sob a batuta de Dulce Pereira, diversas pré-conferências para preparar o documento que o Brasil levaria à Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, dois anos depois, em Durban, na África do Sul.

Eu pude conhecer Cristiane Sobral, líder do grupo teatral Cabeça Feita, autora de peças como Uma boneca no lixo (1999),Dra. Sida (2000) e Petardo, será que você aguenta? (coautoria com o jornalista Dojival Viera, do site Afropress, em 2004), e com vários trabalhos premiados e alguns realizados em Angola. Como uma crocheteira de palavras, ela vai dando nozinhos em letras e sinais gráficos, para produzir belos poemas e contos, vários deles publicados nos Cadernos Negros, do Quilombo hoje.

Dos poetas negros e negras sempre se esperam poemas-navalhas, sangrando a carne preconceituosa e hipócrita da sociedade. Membro da Rede Nacional da Juventude Negra, Cristiane Sobral sabe muito bem disso, como demonstra no livro de contos Espelhos, Miradouros, Dialética da Percepção, e no de poemas Não vou mais lavar os pratos, já em 2ªedição. Principalmente as mulheres negras se reconhecem em cada verso de seus poemas.

 

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