A mais importante universidade do país e a mais resistente também ao critério acaba de anunciar que a partir de 2018 adotará o sistema de cotas raciais no seu principal e mais tradicional curso o de direito do largo São Francisco, berço da elite dominante do Brasil.

Após anos de pressão do movimento negro, principalmente lideranças da Educafro e Uniafro que há mais de uma década têm lutado para colocar jovens negros e pobres nas universidades por meio de seus cursinhos pré vestibulares, em uma reunião na tarde de 30/03/2017, considerada um encontro histórico para negros e negras do Brasil, a USP – Universidade de São Paulo, definiu que a partir de 2018 as vagas na faculdade de direito serão dividida da seguinte forma: 20% pretos, pardos, e indígenas vindos de escolas públicas (Enem), 10% escolas públicas (Enem), 70% Fuvest .

Foi uma tarde de muita tensão e pressão, mas vitoriosa para o povo negro. “A vida é assim. Dá voltas. E os que lutam, apesar das diferenças – e elas existem – e se tornam pequenas diante da nobreza da missão”, resumiu Douglas Belchior, presente no ato.

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