O termo jogando dinheiro pelo ralo pode parecer um pouco pesado, mas não encontrei outra forma para chamar a atenção de empresários e gestores com relação a postura e pensamento com relação às pessoas no ambiente de trabalho.

Em minhas atividades de consultoria ou em conversas informais, tenho tido a oportunidade de ouvir destes profissionais os mais variados tipos de reclamações. Porém, o que me chamou a atenção foi a grande repetição das conversas sobre a dificuldade em realizar a gestão de pessoas, quanto ao comprometimento e capacitação profissional, por isto resolvi escrever este artigo, como um alerta.

As gerações de profissionais, os chamados baby boomer, geração (nascidos após segunda guerra mundial até 1960), geração X (nascidos entre 1960 e  1980), geração Y também chamada geração do milénio (de 1980 a data atual) e geração Z proveniente do surgimento da World Wide Web ( nascidos na metade da décadade 90 e nos anos 2000), fazem com que em um único local tenhamos pessoas com perfis totalmente diferentes. Lidar com estas pessoas da forma correta é de grande importância para que as mesmas possam dar o seu melhor para a organização.

Muitos empresários e gestores ainda não acordaram para esta realidade, e por causa disso, perdem dinheiro com algumas posturas de funcionários descontentes e frustrados, que acabam praticando  atividades de forma descomprometida, acreditando então que, já que a empresa não os valorizam porque é que devem fazer as atividades 100% corretas? Vou mencionar um dos exemplos que já ouvi de funcionários com este pensamento.

Um dia destes conversando com um dos meus alunos, ele me disse que havia trocado de emprego por ter tido oportunidade profissional melhor. A vaga, bem como os benefícios mencionados para esta oportunidade,  era tudo que ele desejara até então, assim participou de todo processo seletivo e foi aprovado. Tamanha foi sua alegria, mas logo no primeiro mês viu que algumas conversas e posturas de funcionários não condiziam com a realidade declarada na entrevista,  pensou que fosse impressão e seguiu em frente. Em um determinado dia quando estava no seu local de trabalho, no setor de expedição da empresa, viu que um dos colegas de trabalho colocou um produto que não estava na lista de envio. Assim ele chegou e perguntou o porque disto, quando o  colega disse: “a empresa é rica e o dono não está nem aí para nós, então por que tenho que me preocupar?”. Após ouvir esta declaração fiquei, ainda mais, preocupado com relação a este tipo de postura inadequada, mas existente que além desta empresa, ocorrem em muitas outras, por causa  da falta de capacitação,  envolvimento e engajamento de todos os colaboradores.

Capacitar este profissional e tratá-lo como colaborador é de grande importância. Empresa não deve fazer somente discurso de que age pensando no bem da empresa e colaboradores, mas sim colocar em prática teoria e prática.

Muitos empresários e gestores acreditam que tratar melhor e preparar o funcionário é perda de tempo e de dinheiro. Muitos acreditam que os serviços de consultoria proporcionado a este suporte, gera gastos para empresa, porém o maior gasto é a falta de investimento das pessoas, e pior ainda, acreditar que os mesmos tem que  proporcionar excelentes resultados.

Como diz aquela máxima, “Se não é pelo amor é pela dor”, constantemente batem a porta de minha empresa, Mega Inovação, empresas que estão passando por um momento de dor, sendo que muitas delas já havia conversado anteriormente comigo quando poderíamos ter realizado em um momento de amor (momento tranquilo da empresa). Infelizmente somente no momento de desespero e de dor é que procuramos o auxilio para resolver o problema, muitas vezes criados por nós.

Lembre-se que funcionários frustrados, chateados, descontentes lhe proporcionará gastos, enquanto que colaboradores realizados, comprometidos e engajados lhe proporcionará um custo inicial que se transformará em curto espaço de tempo, em um investimento valioso para sua empresa.

  Grande abraço e sucesso!

Amarildo Nogueira

Mestre em Gestão de Negócios pela Universidade Católica de Santos, MBA em Logística Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Business and Management International Professional pela University of California (Irvine-EUA). É Consultor empresarial e autor do livro Logística Empresarial: uma visão local com pensamento globalizado. Ministra Palestras e Treinamentos em todo Brasil, onde já desenvolveu e capacitou mais de 60.000 pessoas.

*Este artigo reflete as opiniões do autor. A Revista Raça não se responsabiliza e não pode ser responsabilizada pelos conceitos ou opiniões de nossos colunistas

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