Saiba mais sobre a história do livro "A cor púrpura"

 

TEXTO: Oswaldo Faustino | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

Capa do livro "A cor púrpura", de Alice Walker | FOTO: Divulgação

Capa do livro "A cor púrpura", de Alice Walker | FOTO: Divulgação

A escritora negra norte-americana, Alice Walker não se limita a denunciar a opressão do branco sobre o negro. Suas obras apontam também a mulher negra sendo oprimida pelo homem negro. Isso acontece da primeira à última página de A Cor Púrpura, que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer e o American Book Award para ficção, em 1983, e se manteve por um ano na lista dos mais vendidos do New York Times.

História do livro "A cor Púrpura": Na Geórgia do início do século 20, Celie, de 14 anos, é violentada pelo padrasto, com quem tem dois filhos. Ele toma-lhe as crianças e as entrega a um casal de missionários. A própria enteada é também doada a um fazendeiro viúvo, bem mais velho, que deseja Nettie, irmã da protagonista, mais nova e mais bela. Mister, como Celie o chama, a humilha, maltrata, escraviza. Como não cede aos desejos do “cunhado”, Nettie é expulsa e vai para a África com os missionários.

A obra é escrita em forma de cartas de Celie para Deus e para Nettie, que também lhe escreve por mais de 30 anos, mas Mister esconde todas as cartas. Outras mulheres negras da obra também são oprimidas: Sofia é espancada pelo prefeito branco, encarcerada e escravizada pela primeira dama. Shug Avery, amante de Mister, é expulsa por seu pai, o pastor. Alice Walker não poupa nenhum dos homens da obra.
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