Conheça a Negrif, marca que une moda à cultura afro-brasileira

 

TEXTO: Redação | FOTOS: Daniel Lira | Make Up: Maria Frias | Adaptação web: David Pereira

Uma das peças da marca Negrif | FOTO: Daniel Lira

Uma das peças da marca Negrif | FOTO: Daniel Lira

“A Negrif é mais que uma marca, costumo dizer que ela é movimento. Gosto que as coisas mudem de lugar, se transformem, sejam criadas e recriadas. Ter uma marca para ficar atrás do balcão de uma loja nunca foi minha proposta”, diz Madalena Maria Bispo da Silva, internacionalmente conhecida como Madá Negrif, idealizadora da marca que tem como pilar conceitual a moda étnica, cotidiana e moderna. Criada em 2001, em Salvador, a Negrif nasceu com o objetivo de explorar a moda no seu sentido cultural, propondo, desde então, a possibilidade de construir um vestuário a partir de tendências étnicas e formas atualizadas, misturando brasilidade e ancestralidade africana, numa composição de história, cultura e arte contemporânea. Com cores vibrantes, as peças da Negrif - que variam desde camisetas, batas, a vestidos curtos e longos – buscam harmonizar o ser.

Em suas produções, a estilista utiliza a pesquisa para criar peças modernase cheias de estilo. “Minhas peças são versáteis sem serem comuns, e exóticas sem perderem a simplicidade”, afirma. A Negrif veste, ou já vestiu, famosos como a jornalista Rita Batista, os músicos Mariene de Castro, Magary Lord, Juliana Ribeiro, Belpa Mariane, Alobened Airam, Denise Correia, Banda Naveidanega, o grupo teatral Bando de Teatro Olodum, os atores Erico Brás, Lázaro Ramos, Jorge Washington e a empreendedora Negra Jhô.

No intuito de ampliar seu público para além das mulheres, Madá Negrif apostou, em 2012, na moda infantil, promovendo a primeira edição do “Negrif Mirim”, tendo como modelos os filhos dos próprios clientes da marca.

Outro evento que movimenta a grife é a “Sexta das Pretas”, que acontece na última sexta do mês, na sede da empresa. Na ocasião, uma quantidade maior de peças novas é disponibilizada e intensifica o movimento na loja, embalada pela música negra e gastronomia étnica. As clientes contam ainda com a “Sexta do Amarelo”, criada a partir da demanda de peças nestacor. Para agradar os homens, a marca lançou em julho o “Dia dos Pretos”, que apresenta uma coleção masculina.

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