Dois agentes da polícia de Seattle, EUA, mataram a tiro uma mulher grávida que os tinha chamado por causa de um roubo.

Laurie Davis, tira de Charleena Lyles, chora durante vigília diante do apartamento onde a vítima morava.

Pouco depois de chegarem ao apartamento para investigarem um roubo, os dois polícias dispararam sobre Charleena Lyles, alegando que a mulher estava a segurar uma faca.

As autoridades divulgaram uma gravação de áudio com cerca de quatro minutos, em que se pode acompanhar o ocorrido. Na gravação, é possível ouvir os agentes a dizerem "Precisamos de ajuda" e "Recue! Recue!", antes de se ouvirem disparos. O óbito foi declarado no local.

O jornal local "The Seattle Times" avançou com a identidade da vítima e revelou que a mulher estaria grávida. O jornal afirmou também que três dos filhos da mulher, com um, quatro e 11 anos, estariam em casa na altura dos disparos. As autoridades revelaram que as crianças, agora ao cuidado de familiares, não sofreram qualquer ferimento.

"Eles não acabaram só com uma vida - acabaram com duas", explicou Wanda Cockerhern, prima de Lyles. "Eles destruíram a vida de quatro crianças".

Mark Jamieson, detetive da polícia de Seattle explicou que, tipicamente, apenas um agente responderia a uma chamada de roubo. No entanto, com base num historial sobre a residência e, mais especificamente, sobre a autora da chamada, foram enviados dois agentes para o local. Segundo familiares, a mulher sofria de problemas mentais.

O caso motivou protestos do movimento "Black Lives Matter " contra o uso excessivo de violência contra negros.

Comentários

Comentários