Conheça algumas das praias paradisíacas encontradas em Moçambique

 

TEXTO e FOTO: Eduardo Vessoni | Adaptação web: David Pereira

Inhaca é uma das ilhas de uma região declarada Reserva Florestal e Marinha, situada na entrada da Baía de Maputo | FOTO: Eduardo Vessoni

Inhaca é uma das ilhas de uma região declarada Reserva Florestal e Marinha, situada na entrada da Baía de Maputo | FOTO: Eduardo Vessoni

Localizada no sul de Moçambique e principal porta de entrada ao país, Maputo causa certa decepção para quem a visita pela primeira vez. Conhecida, inicialmente, como Lourenço Marques, a cidade ainda possui ruas em estado precário de conservação e com excesso de lixo nas calçadas, seus edifícios frios em forma de caixote do período em que o socialismo tomou conta do país em nada se parecem às famosas paisagens paradisíacas da África, e a população parece sempre em alerta depois de enchentes e terremotos que destruíram o país nos primeiros anos deste milênio.

No contexto turístico, Maputo serve apenas como ponto de partida para destinos paradisíacos além-mar (como bem ensinaram os experientes navegadores portugueses de séculos anteriores).

A primeira parada é Inhaca, a ilha principal de um pequeno arquipélago a 15 minutos em aviões de pequeno porte ou a quase duas horas de barco a partir de Maputo. Esta Reserva Florestal e Marinha, situada na entrada da Baía de Maputo, é a antítese do caos da capital moçambicana e recepciona forasteiros com uma amostra do que se pode encontrar ao longo dos 2,5 mil quilômetros da costa de Moçambique, às margens das águas tranquilas do Índico. Com ares de vilarejo, Inhaca possui apenas 42 km² e abriga extensas faixas de praias desertas recortadas por morros marcados pela erosão causada por ventos e pelas ondas provenientes do mar aberto, áreas de manguezais, florestas e até uma savana, na área central da ilha.

A natureza dita o ritmo nesse paraíso protegido desde 1965 que abriga 150 tipos de corais que podem ser vistos em praias como Ribzene e Ponta Torres, trezentas espécies de aves e quinhentos tipos de plantas terrestres, segundo dados da Estação de Biologia Marinha de Inhaca.A praia mais frequentada, ainda que o movimento maior seja das embarcações pesqueiras atracadas sobre suas águas rasas, é o trecho de areia que abriga o Pestana Inhaca Lodge, um dos poucos hotéis com melhor estrutura da ilha, e dá acesso a outras pequenas praias da região. Ao longo do dia, o mar costuma revelar trechos escondidos de praia para, mais tarde, voltar a ocultá-los entre florestas e rochas. Por isso recomenda-se consultar as tábuas da maré para não ser surpreendido pela rápida subida das águas marinhas.No roteiro de cenários isolados, a ilha abriga também a Ponta Torres, uma praia do leste de Inhaca, conhecida pelos bancos de areia no mar e as esculturas naturais de corais; a praia do Farol, faixa de areia marcada por ondas fortes e que tem como símbolo as ruínas de um antigo farol; e Santa Maria, praia do sudeste com recifes de corais e rochas com conchas marinhas.

Para quem precisa organizar um pouco mais as informações sobre aquele paraíso selvagem, Inhaca conta também com um pequeno museu sobre a fauna local com onze mil espécies de organismos marinhos e terrestres encontrados na ilha.

A noroeste de Inhaca, um destino popular é a Ilha dos Portugueses, um território com apenas 3,7 km² de extensão que um dia serviu de base para trocas de mercadorias entre locais e comerciantes lusos. Atualmente, o local é de cenário para passeios de um dia, banhos de mar e observação de corais. Em períodos de maré baixa, aquele minúsculo pedaço de terra quase toca Inhaca, dividida por um longo tapete de águas rasas que surge entre as duas ilhas.
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