Comemorado nesta terça-feira, 21, o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial foi marcado por debate no Teatro Vila Velha (Passeio Público). Com o tema Nas Lentes da Exclusão: Racismo e Intolerância religiosa na Mídia, o painel foi apresentado pela titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), Fabya Reis.

“Este dia marca a luta e a resistência, e, para que consigamos avançar em nossas conquistas, precisamos dar espaço a essas pessoas, para que elas usem o seu lugar de fala para tratar de suas experiências e enfrentamentos. Estamos aqui não só para falar dos nossos desafios, mas também para celebrar vitórias e conquistas do povo negro”, pontuou Fabya.

Repórter do Grupo A TARDE, Yuri Silva foi um dos convidados para o painel, representando o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).

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“É importante se reunir para discutir até onde a gente já avançou no tratamento das questões raciais na mídia, e até onde a gente ainda precisa avançar, o que ainda precisamos superar, pautar, combater e o que pode ser comemorado, porque a gente não é só sofrimento”, ponderou Yuri.

Além dele, jornalistas e escritores dos principais portais voltados para a população negra, como Cleidiana Ramos (revista eletrônica Flor de Dendê), Jamile Menezes (portal Sotero Preta), André Santana (portal Correio Nagô) e Flávio Gonçalves (diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia) também compuseram a mesa.

Para Cleidiana, no que diz respeito às abordagens raciais, a mídia precisa ser educada para cumprir a função social: “A mídia tem papel educativo e precisamos que os jornalistas estejam prontos e especializados para escrever e falar sobre esse assunto. Precisamos de pessoas com esse conhecimento. Vivemos em um país racista, que ainda mantém uma discussão polarizada sobre se existe racismo ou não, em vez de se observar fatos históricos e discutir maneiras efetivas de combate”, enfatizou ela.

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