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Terraço AS PRETAS E RAÇA

  • Autor: hamalli

  • Publicado em: 10/12/2017

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No próximo dia 13 de dezembro o Coletivo AS PRETAS em parceria com a Revista RAÇA, inaugura o Terraço AS PRETAS E RAÇA no Bairro do Tatuapé.

A iniciativa
Concebido com o intuito de ampliar e dar voz a diversas áreas do saber negro(a), como educação, cultura, empreendedorismo, literatura e artes entre outros. A iniciativa visa criar um ambiente colaborativo de mulheres empreendedora.

A inauguração
Durante a inauguração haverá um uma performance artística da atriz e educadora Erica Lucia em uma representação da grande Guerreira Luiza Mahin, também no dia será aberto uma biblioteca para pesquisa com todo o acervo impresso e digital da revista RAÇA.

Sobre o Coletivo as Pretas
O COLETIVO AS PRETAS, nasceu do reencontro, e também do encontro, de mulheres negras com o desejo de disseminar ideias e conhecimentos adquiridos ao longo de suas trajetórias.

Porque Luiza Mahim
Inaugurar o Espaço com uma homenagem a personalidade que foi de muitas guerras, mas também de muita paz, de histórias contadas de forma tão diversas, mas todas entrecruzadas.

 Sobre a homenageada
Menina, negra, ibeji, a pequena Kehinde sequestrada ainda criança de sua terra natal, aportou em terras brasileiras sozinha, rejeitou o batismo e a doutrina cristã, seguiu pagã e desde de então lutou pela sua sobrevivência, escravizada, tornou se brinquedo de uma criança e recebeu o nome de Luíza.
O tempo passa, a pequena Luiza agora mulher, luta , sobrevive, resiste. Sua principal relevância acontece na articulação em um dos maiores levantes negros da história: a Revolta dos Malês.
Gerou filhos, entre eles Luiz Gonzaga Pinto da Gama, um dos principais ícones da nossa história e profundo conhecedor do Direito, orador, jornalista, escritor e abolicionista, ou simplesmente Luiz Gama.

Uma luta contemporânea
Luíza, a nossa Luiza Mahin, é a prova das mulheres negras sempre na linha de frente das lutas, mostrando o papel central que desempenharam ao longo da nossa história , seja na organização dos quilombos ou na articulação das inúmeras revoltas negras.
Seguimos na vanguarda de tudo que aflige o nosso povo: contra a aniquilação da juventude negra, nas ocupações das escolas e universidades em defesa da educação pública de qualidade, organizando coletivos que buscam resgatar e enaltecer a nossa identidade, a nossa ancestralidade. Nós mulheres negras nunca paramos de lutar. Foi assim ontem, segue assim hoje e será assim também amanhã.
A nossa história é de muita luta, é de muita resistência, muita resiliência, é a história de Mahin, e todas as negras mulheres que se levantaram e se levantam contra a injustiça e abusos.

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