O ator angolano Licínio Januário chegou ao Brasil com o objetivo de estudar Engenharia Civil, mas encontrou nas artes um caminho profissional que mudaria sua vida. Hoje, integra produções importantes do audiovisual brasileiro e se destaca pela atuação na novela A Nobreza do Amor, da TV Globo.
Nascido na província do Bié, em Angola, Licínio veio ao Brasil ainda jovem. Durante a graduação, aproximou-se da capoeira, experiência que despertou seu interesse pelo teatro e o levou a explorar novas possibilidades profissionais. Em 2013, decidiu interromper o curso de Engenharia Civil para se dedicar à carreira artística.
O caminho, porém, não foi simples. Antes de conquistar espaço no meio artístico, o ator enfrentou dificuldades financeiras e precisou realizar diferentes trabalhos para se manter. Em 2015, recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Teatro do Rio por seu trabalho autoral Todo Menino é um Rei, um marco em sua trajetória.
Representatividade negra no audiovisual
Ao longo da carreira, Licínio construiu uma trajetória que vai além da atuação. Em 2016, participou da criação do Coletivo Preto, iniciativa voltada ao fortalecimento da dramaturgia negra e à ampliação das oportunidades para artistas negros nas artes cênicas.
Na televisão, esteve em produções como Segundo Sol e Vale Tudo. Também integrou o elenco do filme O Agente Secreto e, atualmente, interpreta Dumi na novela A Nobreza do Amor, que aproxima referências culturais africanas e brasileiras.
A presença do ator em diferentes produções contribui para ampliar a visibilidade de artistas africanos no Brasil e reforça a importância de narrativas que reconheçam a diversidade das experiências negras.
Uma trajetória entre Angola e Brasil
Além de ator, Licínio é diretor, roteirista e produtor. Ele também é cofundador da Wolo TV, plataforma dedicada a conteúdos audiovisuais ligados à cultura negra, iniciativa que busca fortalecer a produção e a circulação dessas narrativas.
Sua trajetória mostra como a arte pode abrir caminhos inesperados e criar oportunidades para novas histórias ocuparem as telas. Ao construir uma carreira no Brasil sem abandonar suas raízes angolanas, Licínio Januário amplia o diálogo cultural entre os dois países e fortalece a presença africana no audiovisual brasileiro.
Fonte: UOL Splash; Rádio Câmara; Notícias da TV