Revista Raça Brasil

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MP abre investigação contra vice-prefeito de Uberlândia por injúria racial

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) instaurou uma investigação preliminar contra o Vanderlei Pelizer, vice-prefeito de Uberlândia, após denúncia de que ele teria cometido injúria racial durante evento escolar voltado ao Dia da Consciência Negra realizado no Centro Administrativo do município.

O que ocorreu

No dia 16 de novembro de 2025, uma exposição da rede municipal com o tema “Pluralidades: Arte afro-indígena em nós” contou com apresentação de poemas e manifestações culturais relacionadas à identidade racial. Segundo a denúncia recebida pelo MP, Pelizer gravou vídeo criticando a atividade, classificando-a como “lavagem cerebral” de estudantes.

Durante o evento, uma criança negra recitou um poema de empoderamento, e, ao ser questionado por uma servidora sobre o sentido da atividade, o vice-prefeito teria respondido: “O que você acha não me interessa.”

O procedimento instaurado pelo MP não configura acusação formal — trata-se de uma “notícia de fato”, etapa inicial que visa apurar se há elementos suficientes para caracterizar crime de injúria racial, conforme o artigo 2º-A da Lei 7.716/89.

O caso foi distribuído para uma promotoria criminal especializada da comarca de Uberlândia, que irá avaliar os próximos passos e possíveis medidas legais.

Paralelamente à investigação judicial, foi protocolado na Câmara Municipal de Uberlândia um pedido de cassação do mandato de Pelizer, motivado pelas declarações feitas. O pedido foi apresentado por vereadores que consideram a fala um ataque aos direitos humanos e uma afronta à dignidade da população negra.

O episódio reacende a tensão política em torno do vice-prefeito, que já havia enfrentado outro pedido de cassação nos últimos meses — na ocasião, relacionado à sua participação numa missão oficial internacional.

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