Programação de 2026 reúne mobilizações populares, atividades culturais, iniciativas de promoção da igualdade racial e ações voltadas às comunidades quilombolas.
O Governo da Bahia anunciou uma programação especial para o Novembro Negro de 2026, com atividades de valorização da história afro-brasileira, enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial em diferentes regiões do estado. A agenda, coordenada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), reúne mobilizações populares, eventos culturais e iniciativas voltadas à população negra ao longo de todo o mês.
A programação começou em 1º de novembro e contempla municípios como Cachoeira, Juazeiro, Feira de Santana, Conde, Inhambupe, Taperoá e Ituaçu, além de Salvador. Entre as iniciativas anunciadas estão atividades em comunidades quilombolas, encontros culturais, mobilizações contra a discriminação racial e ações de valorização da identidade afro-brasileira.
A proposta é ampliar a presença das políticas de igualdade racial para além da capital, alcançando diferentes territórios e comunidades tradicionais.
Combate ao racismo também estará presente em grandes eventos
Uma das iniciativas previstas ocorrerá durante a Micareta de Feira de Santana, programada para os dias 19 a 22 de novembro. A Sepromi anunciou ações de conscientização e enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa durante a festa.
O atendimento deverá ocorrer presencialmente, por meio de unidades móveis e da assistente virtual Zuri. A iniciativa busca ampliar o acesso à orientação e aos canais de atendimento para pessoas que enfrentem situações de discriminação durante o evento.
A presença de ações antirracistas em grandes festas populares é importante porque esses espaços também precisam oferecer condições de segurança, respeito e acolhimento à população negra e às pessoas que praticam religiões de matriz africana.
Comunidades quilombolas integram a programação
A agenda do Novembro Negro também contempla atividades em comunidades quilombolas, com iniciativas de valorização cultural, memória e identidade.
Entre os destaques estão o Projeto Cultural do Dia da Consciência Negra da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, em Simões Filho, e a Festa da Comunidade Quilombola Peroba, em Lajedo do Tabocal, ambos previstos para 20 de novembro.
A programação inclui ainda uma marcha de comunidades quilombolas do sudoeste baiano, anunciada para o fim do mês, além de encontros e atividades culturais em outros territórios.
Essas iniciativas contribuem para dar visibilidade às comunidades tradicionais, à preservação de seus conhecimentos e à luta pelo reconhecimento de seus direitos.
Cultura negra e empreendedorismo também ganham espaço
Além das ações diretamente relacionadas ao enfrentamento do racismo, a programação reúne atividades voltadas à produção cultural e ao fortalecimento econômico da população negra.
Nos dias 21 e 22 de novembro, o Pelourinho, em Salvador, receberá o Festival Movaê — Empreendedorismo Negro, Inovação, Cultura e Economia Criativa. O evento prevê feiras, rodadas de negócios e oficinas destinadas a fortalecer o afroempreendedorismo e ampliar oportunidades para empreendedores negros.
Outro destaque será a homenagem ao ator, diretor e roteirista Antônio Pitanga, referência do cinema brasileiro e da trajetória de artistas negros no audiovisual. O concerto especial será realizado em 5 de novembro, às 18h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.
A apresentação da Orquestra Afrosinfônica contará com participações de artistas como Mariene de Castro, Toni Tornado, Melly e Lincoln Tornado, além do Bando de Teatro Olodum e do grupo Malê Debalê.
O evento conecta música, memória e ancestralidade, reconhecendo a contribuição de artistas negros para a cultura brasileira.
Igualdade racial precisa ir além do calendário
O Novembro Negro é um período de mobilização que tem como referência o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. A data reforça a importância de reconhecer a história da população negra, suas contribuições para o país e as desigualdades raciais que permanecem na sociedade.
Na Bahia, estado com forte presença da população negra e importante legado afro-brasileiro, a programação reúne iniciativas culturais, mobilizações sociais e ações institucionais voltadas à promoção da igualdade racial.
O desafio, no entanto, é fazer com que as atividades se traduzam em resultados permanentes, com políticas públicas capazes de enfrentar a discriminação, ampliar oportunidades e garantir direitos.
Mais do que concentrar ações em novembro, o combate ao racismo exige continuidade, participação social e compromisso das instituições ao longo de todo o ano.
A programação completa do Novembro Negro de 2026 pode ser consultada nos canais oficiais do Governo da Bahia e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais.
Fonte: Governo do Estado da Bahia — Secretaria de Comunicação Social.