Neste ano de 2014 comemoramos o centenário do nascimento da escritora brasileira Carolina de Jesus

 

TEXTO: Redação | FOTO: Reprodução | Adaptação web: David Pereira

A escritora Carolina de Jesus | FOTO: Reprodução

A escritora Carolina de Jesus | FOTO: Reprodução

Em 2014, uma série de eventos promete celebrar os cem anos que a escritora Carolina de Jesus completaria se estivesse viva. Mulher negra, mãe solteira de três filhos, migrante, catadora de papel, Carolina é uma das mais importantes autoras negras brasileiras. Há quarenta e cinco anos, o jornalista Audálio Dantas conheceu a catadora de papel e teve acesso a uma coleção de cerca de 20 cadernos, recolhidos do lixo, nos quais Carolina registrava o seu cotidiano.

A editora Francisco Alves publicou os diários de Carolina com o título “Quarto de despejo”, nome dado pela escritora à favela em comparação à cidade. O livro tornou-se um sucesso editorial, sendo traduzido em treze línguas e levado a mais de quarenta países, vendendo cerca de um milhão de cópias em todo o mundo. A primeira edição, de trinta mil exemplares, esgotou-se em três dias. Em janeiro, o Coletivo Carolinas de Mulheres Negras do CEAO – UFBA lançou o Projeto “Carolinas ao Vento, Centenária e Atemporal” em homenagem aos 100 anos da escritora. Em São Paulo, foi montada a exposição “Da vida pobre da favela ao reconhecimento público nacional e internacional - O Centenário de Carolina Maria de Jesus”, no Espaço Minas Gerais, em Higienópolis.

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