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Revista Raça Brasil

Exposição reúne mais de 150 obras sobre ancestralidade e resistência

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, recebe a exposição “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, que reúne mais de 150 obras e registros relacionados à história, à cultura e à resistência da população negra no Brasil. A mostra fica em cartaz até 28 de fevereiro de 2027.

A exposição apresenta roupas, joias, fotografias, esculturas, discos, objetos sagrados e outros elementos que ajudam a contar histórias preservadas por comunidades negras de diferentes regiões do país. O projeto reúne materiais de 38 iniciativas integrantes da Rede de Acervos Afro-brasileiros, incluindo terreiros, quilombos, museus, arquivos e centros de memória.

Ancestralidade presente nos detalhes

O nome “Nzo” significa “casa” em quicongo, língua africana. A palavra também está relacionada aos espaços de culto e convivência das tradições de candomblé de origem Angola, onde conhecimentos e práticas ancestrais são transmitidos entre gerações.

A mostra está organizada em quatro núcleos temáticos: sagrado, festas, beleza e resistência. Cada um explora diferentes formas de preservar a memória afro-brasileira, desde as práticas religiosas e manifestações populares até as expressões de identidade e as lutas por território e direitos.

Entre os destaques estão os balangandãs, adornos utilizados por mulheres negras na Bahia entre o período colonial e as primeiras décadas da República. Além de elementos de beleza, essas peças carregavam significados sociais, culturais e simbólicos.

A exposição também apresenta referências ligadas à Casa Oxumarê, à liderança religiosa Mãe Simplícia de Ogum, ao músico Itamar Assumpção e ao geógrafo Milton Santos, entre outras personalidades e iniciativas importantes para a história e a cultura afro-brasileira.

Preservar a memória é fortalecer a história negra

Ao reunir acervos de diferentes origens, “Nzo – Memórias Afro-brasileiras” destaca a importância de preservar histórias que nem sempre receberam o devido reconhecimento nos registros oficiais. A iniciativa também evidencia o trabalho de comunidades e instituições que mantêm vivos seus patrimônios, conhecimentos e tradições.

A exposição convida o público a reconhecer a diversidade das experiências negras no Brasil e a compreender a memória como parte fundamental da identidade, da resistência e da construção cultural do país.

Serviço

Exposição: Nzo – Memórias Afro-brasileiras
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 10, Parque Ibirapuera, São Paulo (SP).
Período: até 28 de fevereiro de 2027.
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h.

Fonte: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Guia Folha e informações sobre a exposição.