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Revista Raça Brasil

Mostra de Cinema Negro destaca mulheres negras no audiovisual brasileiro

A EGBÉ – Mostra de Cinema Negro chega à sua 9ª edição com foco no protagonismo das mulheres negras no audiovisual brasileiro. O evento será realizado entre os dias 11 e 18 de abril de 2026, em Aracaju, reunindo exibições, debates, oficinas e atividades formativas.

Com o tema “A contribuição das mulheres negras no audiovisual brasileiro”, a mostra propõe ampliar a visibilidade de cineastas, roteiristas e produtoras negras, além de refletir sobre os desafios estruturais enfrentados por essas profissionais no setor.

Espaço de formação e resistência

Realizada desde 2016, a EGBÉ se consolidou como um dos principais espaços dedicados ao cinema negro no país. O evento reúne não apenas exibições de filmes, mas também oficinas, rodas de conversa e ações educativas voltadas à formação de público e fortalecimento do audiovisual negro.

A proposta é criar um ambiente de troca e valorização das narrativas negras, com atenção especial às experiências de mulheres negras, historicamente sub-representadas no cinema.

Mercado e circulação de obras

Além da programação cultural, a edição de 2026 inclui o chamado “Mercado EGBÉ”, voltado à conexão entre realizadores negros e agentes do setor audiovisual.

A iniciativa busca ampliar oportunidades de financiamento, circulação e desenvolvimento de projetos, fortalecendo a presença de profissionais negros na indústria.

Protagonismo feminino em foco

A escolha do tema reforça a importância das mulheres negras na construção do cinema brasileiro, tanto na frente quanto atrás das câmeras.

Cineastas como Viviane Ferreira, uma das referências do audiovisual negro no país, representam uma trajetória marcada por resistência e produção autoral, ainda em um cenário de desigualdade no acesso a recursos e visibilidade.

Cultura e política

Mais do que um evento cultural, a mostra se posiciona como espaço político de afirmação, ao promover a memória, identidade e diversidade das produções negras no Brasil.

A edição deste ano reforça o papel do audiovisual como ferramenta de transformação social e disputa de narrativas.