{"id":41061,"date":"2025-04-02T19:00:59","date_gmt":"2025-04-02T19:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revistaraca.com.br\/?p=41061"},"modified":"2025-04-02T11:42:17","modified_gmt":"2025-04-02T11:42:17","slug":"racismo-no-trabalho-como-agir-e-o-que-as-empresas-devem-fazer-diante-da-violencia-racial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaraca.com.br\/racismo-no-trabalho-como-agir-e-o-que-as-empresas-devem-fazer-diante-da-violencia-racial\/","title":{"rendered":"Racismo no trabalho: como agir e o que as empresas devem fazer diante da viol\u00eancia racial"},"content":{"rendered":"

Advogado Jeff Amadeus explica a import\u00e2ncia de provas, estrat\u00e9gias legais e pol\u00edticas antirracistas dentro das corpora\u00e7\u00f5es<\/span><\/em><\/h3>\n

\u201cSe vivemos em um pa\u00eds estruturado no racismo, todas as institui\u00e7\u00f5es, num primeiro momento, estar\u00e3o contra n\u00f3s. Por isso, a estrat\u00e9gia \u00e9 o primeiro passo\u201d, afirma o advogado Jeff Amadeus, especialista em direitos das minorias, em entrevista exclusiva \u00e0 edi\u00e7\u00e3o!ao 237 da <\/span>RA\u00c7A<\/span><\/i>. Para ele, a orienta\u00e7\u00e3o mais importante antes de qualquer den\u00fancia \u00e9 reunir provas \u2014 como \u00e1udios, v\u00eddeos e testemunhas. \u201cSem provas, o judici\u00e1rio, que tamb\u00e9m carrega o racismo institucional, pode inverter a situa\u00e7\u00e3o e favorecer o agressor\u201d, alerta.<\/span><\/p>\n

O racismo cometido por superiores hier\u00e1rquicos, segundo Amadeus, exige ainda mais cautela. Muitas vezes, as ofensas ocorrem de forma continuada e disfar\u00e7ada, como no chamado \u201cracismo recreativo\u201d \u2014 termo criado pelo jurista Adilson Moreira para designar piadas e coment\u00e1rios racistas naturalizados. \u201cEssas pr\u00e1ticas s\u00e3o comuns e perigosas. O ideal \u00e9 gravar, anotar datas, procurar testemunhas. A impunidade tem sido a regra, n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/span><\/p>\n

Para casos de racismo velado, como olhares, exclus\u00f5es ou coment\u00e1rios maliciosos, a luta por justi\u00e7a se torna mais desafiadora. \u201cO Judici\u00e1rio ainda considera piadas racistas como \u2018sem dolo\u2019, ou seja, sem inten\u00e7\u00e3o de ferir, o que \u00e9 absurdo. Por isso, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante \u2014 para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o e transformar esse entendimento institucional\u201d, diz o advogado.<\/span><\/p>\n

Amadeus tamb\u00e9m aponta a responsabilidade das empresas diante dessas situa\u00e7\u00f5es. \u201cMesmo que a corpora\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha uma cultura racista, se ela n\u00e3o age diante de pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias, torna-se c\u00famplice. \u00c9 preciso implementar o que chamamos de <\/span>compliance<\/span><\/i> antidiscriminat\u00f3rio\u201d, defende.<\/span><\/p>\n

O especialista argumenta que o racismo no ambiente de trabalho n\u00e3o deve ser tratado como um problema apenas individual. Ele cobra que as empresas ofere\u00e7am apoio psicol\u00f3gico e jur\u00eddico \u00e0s v\u00edtimas e que estejam preparadas para acolher diferentes rea\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n

Quando o racismo n\u00e3o \u00e9 resolvido internamente, a v\u00edtima deve registrar um boletim de ocorr\u00eancia e procurar apoio jur\u00eddico. \u201cRacismo \u00e9 crime. E como tal deve ser tratado. N\u00e3o h\u00e1 devolu\u00e7\u00e3o para o que foi perdido, mas \u00e9 poss\u00edvel buscar compensa\u00e7\u00f5es e justi\u00e7a\u201d, conclui Jeff Amadeus.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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