{"id":716,"date":"2016-10-16T20:31:20","date_gmt":"2016-10-16T20:31:20","guid":{"rendered":"http:\/\/revistaracaprojeto.vimagi.com.br\/?p=716"},"modified":"2017-01-08T02:19:54","modified_gmt":"2017-01-08T02:19:54","slug":"entrevista-com-a-sambista-graca-braga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistaraca.com.br\/entrevista-com-a-sambista-graca-braga\/","title":{"rendered":"Entrevista com a sambista Gra\u00e7a Braga"},"content":{"rendered":"

Veja trechos da entrevista com a cantora Gra\u00e7a Braga<\/h2>\n

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TEXTO: Reda\u00e7\u00e3o | FOTOS: Divulga\u00e7\u00e3o | Adapta\u00e7\u00e3o web: David Pereira<\/em><\/p>\n

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A sambista Gra\u00e7a Braga | FOTO: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n

Samba <\/strong>\u00e9 sin\u00f4nimo de alegria e gra\u00e7a, e uma das damas do samba paulista carrega a sua ess\u00eancia no nome: estamos falando de Gra\u00e7a Braga<\/strong>, compositora e int\u00e9rprete singular, egressa do Samba da Vela.<\/p>\n

Em suas performances, sempre traz o melhor da MPB, como Roberto Ribeiro, Elizeth Cardoso, Gonzaguinha, Alcione, Candeia, Martinho da Vila, Elza Soares, Elis Regina, Paulo C\u00e9sar Pinheiro, entre outros. Nos palcos, Gra\u00e7a j\u00e1 cantou com artistas do calibre de Wilson Moreira, Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, C\u00e9lia, Z\u00e9lia Duncan, Roberto Silva, Teresa Cristina, Ver\u00f4nica Ferriani, Nilze Carvalho, Fabiana Cozza, Diogo Nogueira, entre outros.<\/p>\n

Gra\u00e7a<\/strong> vem de uma fam\u00edlia de m\u00fasicos. Sua m\u00e3e tocava viol\u00e3o e cantava, o tio, Osvaldo Braga, j\u00e1 falecido, cantou por 20 anos em uma orquestra. Ainda pequena, Gra\u00e7a come\u00e7ou a cantar com o av\u00f4 e depois participou de festivais no col\u00e9gio, at\u00e9 que, aos 9 anos, veio para S\u00e3o Paulo com a tia e passou a frequentar a escola de samba Nen\u00ea de Vila Matilde. \u201cA partir da\u00ed comecei a cantar sambas de quadra. Participei como vocal de apoio em discos de diversos artistas e fui conquistando meu espa\u00e7o. N\u00e3o tenho algu\u00e9m ou uma pessoa que tenha me oferecido uma oportunidade \u00fanica. Elas foram surgindo gradativamente na minha carreira\u201d, orgulha-se Gra\u00e7a.<\/p>\n

O ano de 2013 foi de muito trabalho para a cantora. Al\u00e9m de prestar uma elogiada homenagem a Clara Nunes, apresentou m\u00fasicas do seu CD mais recente, \u201cDia de Gra\u00e7a \u2013 O Samba de Candeia\u201d, tributo ao mestre do samba carioca (1935-1978). O disco tem participa\u00e7\u00e3o de convidados como Leci Brand\u00e3o e Marcos Sacramento. \u201c\u00c9 um presente homenagear Candeia. Sempre fui sua f\u00e3. Foi dif\u00edcil escolher as m\u00fasicas, porque o repert\u00f3rio dele \u00e9vasto\u201d, admite.<\/p>\n

O trabalho autoral tamb\u00e9m permeia sua carreira. Em 2007, lan\u00e7ou \u201cEu sou Brasil\u201d, \u00e1lbum premiado em 2009 com o Trof\u00e9u Catavento, oferecido pela R\u00e1dio Cultura, nas categorias melhor produ\u00e7\u00e3o independente de sambae melhor m\u00fasica, com \u201cDona do Samba\u201d, que inclusive se tornou o apelido carinhoso de Gra\u00e7a desde ent\u00e3o. Fora da m\u00fasica, mas n\u00e3o t\u00e3o distante dela, a cantora mant\u00e9m h\u00e1 10 anos a animada casa de samba Voc\u00ea Vai Se Quiser<\/strong>, na Pra\u00e7a Roosevelt, no centro de S\u00e3o Paulo, famosa pela feijoada e, claro, pelas rodas de samba.<\/p>\n

\""N\u00e3o
“N\u00e3o h\u00e1 nada como o antigo samba, com mais conte\u00fado, com poesia, alegria, tristeza e, \u00e0s vezes, com hist\u00f3rias engra\u00e7adas” | FOTO: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n

Vejo trechos da entrevista com a sambista Gra\u00e7a Braga<\/h2>\n

Voc\u00ea participou de um \u00e1lbum que concorreu ao Grammy Latino. Qual foi a sensa\u00e7\u00e3o de participar do pr\u00eamio?<\/strong><\/p>\n

Foi uma grande honra e emo\u00e7\u00e3o concorrer ao Grammy Latino 2013 com a colet\u00e2nea \u201cHerivelto Martins – 100 anos\u201d, que foi indicada \u00e0 categoria de melhor disco da MPB. Foi um trabalho maravilhoso, produzido com tanto capricho pelo Thiago Marques Luiz. E tamb\u00e9m me permitiu estar ao lado de grandes estrelas da nossa m\u00fasica, como Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Em\u00edlio Santiago, Jair Rodrigues, Agnaldo Rayol e talentos da nova gera\u00e7\u00e3o. Cantei a faixa \u201cPra\u00e7a Onze\u201d. N\u00e3o cheguei a ir a Las Vegas (EUA), mas fiquei daquina maior torcida. Quem acabou levando o pr\u00eamio nesta categoria foi Maria Rita, com o disco \u201cRedescobrir – Ao Vivo\u201d.<\/p>\n

Como voc\u00ea avalia o samba dos tempos modernos?<\/strong><\/p>\n

O samba mudou, mas continua representando a nossa cultura e identidade nacional. \u00c9 como dizia Nelson Sargento: \u201cAgoniza, mas n\u00e3o morre\u201d. N\u00e3o h\u00e1 nada como o antigo samba, com mais conte\u00fado, com poesia, alegria, tristeza e, \u00e0s vezes, com hist\u00f3rias engra\u00e7adas. A m\u00eddia intitula o samba de hoje de pagode. \u00c9 mais uma reuni\u00e3o de amigos, uma festa, e n\u00e3o um ritmo. Eles se preocupam com um certo romantismo, mas chega a ser cansativo. Quase n\u00e3o se ouve um samba de partido alto, samba de breque, sambas de roda e tantas outras vertentes. Os sambas de antigamente tinham mais batucada. Hoje mudaram a sonoridade ao incluir teclados, guitarras, e se esqueceram umpouco da percuss\u00e3o, que d\u00e1 a verdadeira sonoridade ao ritmo. Apesar de existirem grandes oportunistas for\u00e7ando barra, gente querendo \u201cinventar sem ligar para cria\u00e7\u00e3o\u201d, como dizia o mestre Mar\u00e7al, o samba \u00e9 forte, resistente. Tanto \u00e9 que o modismo vai e o samba permanece, gra\u00e7as a deus. Para mant\u00ea-lo vivo, temos que sempre ter um Paulinho da Viola, um Martinho da Vila, um Arlindo Cruz, um Mauro Diniz.<\/p>\n

H\u00e1 quanto tempo voc\u00ea tem a casa de samba \u201cVoc\u00ea vai se quiser\u201d? Como surgiu a ideia de montar um estabelecimento que, al\u00e9m de neg\u00f3cio, tamb\u00e9m \u00e9 lazer?<\/strong><\/p>\n

Em abril completa 10 anos. Vamos comemorar com uma grande festa, que estamos preparando, com muito carinho e uma programa\u00e7\u00e3o muito animada. O \u201cVoc\u00ea vai se quiser\u201d fica localizado na Pra\u00e7a Roosevelt, no Centro de S\u00e3o \u00a0Paulo. L\u00e1 voc\u00ea encontra um clima de fundo de quintal, com rodas de samba que ocorrem diante de um p\u00fablico muito ecl\u00e9tico e familiar, que contrasta com o gigantismo dessa nossa metr\u00f3pole. Tenho o maior orgulho desse espa\u00e7o, pois j\u00e1 passaram por l\u00e1 grandes nomes da nossa m\u00fasica popular. Recebo n\u00e3oapenas a comunidade do samba e seus admiradores, mas tamb\u00e9m esportistas, ministros, artistas em geral, jornalistas, estudantes, turistas e todos que gostam de boa m\u00fasica. A cada fim de semana, recebemos cerca de 600 pessoas por dia. A feijoada, famosa, \u00e9 o nosso prato principal, mas temos umcard\u00e1pio com comida caseira brasileira muito apreciado e cerveja gelada a pre\u00e7os muito acess\u00edveis.<\/p>\n

E quais os seus planos para este ano?<\/strong><\/p>\n

Devo gravar meu terceiro \u00e1lbum, homenageando as compositoras do samba. Fora isso, pretendo fazer uma turn\u00ea com os shows \u201cDamas do Samba\u201d, al\u00e9m de mais dois projetos que est\u00e3o quase fechados. Tamb\u00e9m est\u00e1 nos meus planos gravar um DVD com convidados mais que especiais, e participar da grava\u00e7\u00e3o de DVD de dois grupos ainda mantidos em segredo, por enquanto.<\/p>\n

Quer ver esta e outras entrevistas e mat\u00e9rias da revista? Compre esta edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 187.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Veja trechos da entrevista com a cantora Gra\u00e7a Braga   TEXTO: Reda\u00e7\u00e3o | FOTOS: Divulga\u00e7\u00e3o | Adapta\u00e7\u00e3o web: David Pereira Samba \u00e9 sin\u00f4nimo de alegria e gra\u00e7a, e uma das damas do samba paulista carrega a sua ess\u00eancia no nome: estamos falando de Gra\u00e7a Braga, compositora e int\u00e9rprete singular, egressa do Samba da Vela. Em […]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-paginas-pretas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/716\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistaraca.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}