Luto: Roberta Flack foi a voz que atravessou gerações

Roberta Flack se foi nesta segunda-feira (24), aos 88 anos, mas sua música continua viva. Muito mais do que uma cantora de sucesso, ela abriu caminhos para mulheres negras na indústria da música, desafiando padrões e deixando uma marca impossível de apagar.

Filha de um organista de igreja, Roberta cresceu cercada pela música e se tornou uma pianista talentosa. Mas foi com a voz que ela conquistou o mundo. Em uma época em que mulheres negras enfrentavam ainda mais barreiras, Flack mostrou que sensibilidade e força podem andar juntas. Seu jeito único de interpretar cada palavra, carregado de emoção e sutileza, virou sua assinatura.

Foi assim que ela transformou “Killing Me Softly With His Song” em um hino. A música já existia, mas foi na sua voz que ela ganhou alma. Flack ouviu a canção por acaso em um avião e se apaixonou. Quando a apresentou ao vivo pela primeira vez, Quincy Jones recomendou que ela não a cantasse de novo até gravá-la, pois já sabia que seria um sucesso.

E foi. A versão de Flack virou um dos maiores hits dos anos 70, dominou as paradas e rendeu a ela um Grammy de Gravação do Ano. Décadas depois, a faixa foi regravada pelos Fugees, com Lauryn Hill nos vocais, e voltou ao topo das paradas.

Roberta Flack foi mais do que uma artista premiada. Ela abriu espaço para que outras mulheres negras pudessem ocupar seu lugar na música sem precisarem se encaixar em padrões. Seu talento, sua coragem e sua voz permanecerão ecoando, lembrando que a arte tem o poder de tocar, curar e transformar.

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