Oswaldo Faustino conta a história da rainha Nzinga. Confira

 

TEXTO: Oswaldo Faustino | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A história da rainha Nzinga | FOTO: Divulgação

A história da rainha Nzinga | FOTO: Divulgação

Diante da marcha pelos 300 Anos da Imortalidade de Zumbi, em novembro de 1995, em Brasília, o governo brasileiro reconheceu Zumbi dos Palmares como “herói nacional”. O que fazer nos 350 anos da imortalidade de Nzinga para que ela seja reconhecida como “heroína da diáspora Banto”?

Em seu livro “Bantos, Malês e Identidade Negra”, de 1988, o escritor e compositor Nei Lopes apresenta uma excelente biografia de Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji, que se tornou rainha do povo Ndongo Ngola, de etnia Banto. Com a morte do pai, rei de Matamba, no norte da atual Angola, no início do século XVII, ela enfrentou o irmão, rei do Ndongo, numa guerra pela sucessão ao trono que lhe custou inclusive a vida de seu filho.

Os invasores portugueses encontraram em Nzinga primeiro uma diplomata tentando negociar a paz. Nas conversas com o governador geral de Angola, Congo e Benguela, o impressionou com sua mente brilhante e a segurança em seus argumentos. Nzinga ajudou nas negociações com os portugueses para impedir a procura de escravos em terras angolanas, e estes aceitaram com a condição de que ela se convertesse ao cristianismo.Ao ser traída e vendo seu povo ser sequestrado, lutou para a destruir os invasores e seus colaboradores, entre eles seu próprio irmão. Assim, Nzinga se tornou a rainha de Matamba e de Ndongo.

Além guerrilhar, os comandados de Nzinga Mbandi formaram quilombos que podem ter servido de referência para alguns dos milhares que surgiram por todo o Brasil. Ora tentando negociar, ora combatendo, Nzinga faleceu em 1663, com 82 anos.
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