Quando se trata de beleza os homens não ficam para trás. Confira

 

TEXTO e FOTOS: Etiene Martins | Adaptação web: David Pereira

O vendedor Weslley Tito dos Santos na loja em que trabalha | FOTO: Etiene Martins

O vendedor Weslley Tito dos Santos na loja em que trabalha | FOTO: Etiene Martins

Os homens não ficam para trás quando o assunto é a beleza e imponência dos cabelos crespos. O DJ e modelo Alan Passos, de 33 anos, é adepto do estilo “natural” há 12. “Deixei o meu crescer justamente pela vontade de mudar, sair do comum, pois a maioria do cabelo considerado crespo era usado raspado. Na época era bem mais diferente e incomum. Hoje é até moda. Quem não tem cabelo crespo quer ter”, fala o ex-BBB. Mesmo assim, Alan é coerente e admite que o estilo não é aceito em diversos segmentos da sociedade. “Um visual como esse dificilmente seria aceito para um médico ou um executivo. No geral, vivemos em um país preconceituoso”, sentencia.

Para o dançarino André Luis dos Santos Neves, de 18 anos, a escolha do visual black é muito mais que uma questão de estética. “É a minha raça, não tenho que negar nada, não tenho que disfarçar meu cabelo de liso, tem que deixar como é.”

Weslley Tito dos Santos Cruz, de 25 anos, vendedor de uma loja de roupas masculina, é adepto do dread look há seis anos. Quando questionado sobre o desafio de lidar com o preconceito da sociedade, ele também recorre – com orgulho – a seus valores: “A minha aparência é condizente com minha personalidade e minha cultura. Eu já tive contratempos para conseguir emprego por causa do meu estilo de cabelo, mas não abro mão da minha identidade pelo preconceito alheio. Eu provo que minha aparência não influencia na minha competência”, ensina.

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