Enquanto busca desaparecidos em terremoto, chegada de tempestade tropical pode agravar situação no Haiti
No último sábado, 14, um terremoto de magnitude 7,2 atingiu a região sul do Haiti, localizada a cerca de 160 km da capital Porto Príncipe. Os abalos deixaram quase 1.300 mortos e cerca de 5.700 pessoas feridas, além de milhares de pessoas desabrigadas e outras tantas desaparecidas.
No domingo à noite, o serviço de defesa civil haitiano havia identificado quase 30 mil casas destruídas ou danificadas. O presidente americano, Joe Biden autorizou o envio de “ajuda imediata” para o país caribenho.
Caminhões, retroescavadeiras e máquinas pesadas trabalham na remoção de placas de cimento que desabaram de prédios, mas o serviço de resgate pode ser dificultado com a chegada da Tempestade Tropical Grace, prevista para terça-feira, que deve provocar chuvas intensas e enchentes, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos. Além disso, hospitais estão com a capacidade de atendimento sobrecarregada.
A violência no país também é um dos fatores que pode dificultar a chegada de alimentos e remédios para os atingidos pelo terremoto do sábado, já que a única estrada que liga a capital à região sul do Haiti atravessa, por cerca de 2 quilômetros, o bairro de Martissant, que vive sob o controle de gangues que impedem a livre circulação pelo local.