Jhey Gomes é modelo e sente orgulho de ser uma mulher negra

 

Texto: Redação  | Foto: Divulgação | Adaptação Web Sara Loup

 Jhey Gomes | Foto: Divulgação

Jhey Gomes | Foto: Divulgação

A carioca Jhey Gomes, de 18 anos, sempre teve vontade de ser modelo. Os motivos? “Pela beleza e o glamour da profissão”, conta, sem rodeios. E não se contentou apenas em sonhar, pelo contrário, agarrou todas as oportunidades que apareceram. Na infância, com a separação dos pais, morou com a mãe na Rocinha. Na adolescência, depois da morte da mãe, foi para o Engenho de Dentro com a madrinha Ana, um verdadeiro anjo da guarda em sua vida.

Considerada por Jhey como a sua segunda mãe, foi Ana quem possibilitou que a jovem fizesse seu primeiro curso de manequim com Yuri Graneiro, no Madureira Shopping. Começava aí a realização de um sonho. Em 2011, Jhey voltou a morar com o pai na comunidade de Santa Marta, onde conheceu, por acaso, a estilista Fernanda Loroza que a convidou para participar do projeto Mostra Moda Santa Marta. Desde então, a carreira de Jhey começou a andar pra valer.

Teve aulas com Pâmella Vidal, fez belas fotos com Lúcio Luna e compos o site com o fotógrafo Márcio Amaral, que culminou em um desfile na edição de verão do Fashion Rio. “Estou muito feliz, com muita confiança, ótima expectativa e pronta para mais trabalhos que estão por vir! Agradeço a Deus por todas as lições, coisas ruins que passei e que vou passar, pelas coisas boas, e acredito que tudo o que aconteceu, até a morte da minha mãe, não foi por acaso, porque Ele sabe o que quer e o que tem para as nossas vidas”, afirma Jhey.

E mesmo sendo oriunda de comunidades cariocas, a bela não faz disso desculpas para mais obstáculos na vida, principalmente por ser negra. Aliás, sobre suas raízes, ela é só otimismo. “Sabe, não acho que existe tanta dificuldade quando se tem atitude e segurança, só basta querer. E por ser uma mulher negra a melhor coisa do Brasil e do mundo,  creio que ainda levo vantagens.”

Sobre a carreira que a seduz desde a infância e que passou a conviver de perto, ela faz uma observação interessante que serve também para outras áreas. “As pessoas poderiam ser mais felizes primeiro do que pensar tanto só em dinheiro”, ensina.

 

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