Conheça a principal indústria cinematográfica da África

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação  | Adaptação web Sara Loup

Cinema africano | Foto: Divulgação

Cinema africano | Foto: Divulgação

A hegemonia internacional do cinema norte-americano não foi quebrada apenas pela indústria cinematográfica indiana, como se tem apregoado. Na África também são produzidos anualmente milhares de filmes, quer de ficção ou documentários, que tanto nos revelam a real história de povos e nações quanto problematizam questões contemporâneas.

Mergulhar nesse universo é possível através de várias iniciativas, como as sessões mensais promovidas pelo Cine Afro Sembène em parceria com a Cojira, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Pouco se conhece da produção cinematográfica africana, mas o ano de 1992 foi marcado pelo lançamento de “Living in Bondage”,do cineasta nigeriano Chris Obi Rapu e que deu início à milionária indústria cinematográfica de seu país, que hoje chega a produzir 1.500 longas-metragens em um ano.

Desde então, adotou-se o nome Nollywood, seguindo a pioneira Hollywood e a indiana Bollywood, ambas com um a produção anual bastante inferior em números, ainda que tecnicamente bastante superior. Cerca de 90% dos filmes consumidos hoje na Nigéria são produzidos no próprio país, empregando milhares de profissionais, entre artistas, técnicos e diretores nigerianos. Com custode produção geralmente baixo, a comercialização é fácil, barata e muito lucrativa, além de garantir um público consumidor fiel interessado nos novos lançamentos, não só naquele país, mas em grande parte do continente.

Mesmo sem o gigantismo do cinema de Nollywood, vários outros países da África têm significativa produção cinematográfica, diretores e artistas reconhecidos mundialmente ,alguns deles migrados para os EUA e Europa. Repudiando a imagem estereotipada que cineastas ocidentais passavam em filmes sobre o continente africano, vários movimentos artísticos se desenvolveram.

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