A caravana leva a São Paulo a graça de uma das cidades históricas mais ricas em cultura

 

TEXTO: Redação | FOTOS: Ana Paula/Sumauma ICPC | Adaptação web: David Pereira

A Caravana Paraty passou pela cidade de São Paulo | FOTO: Ana Paula/Sumauma ICPC

A Caravana Paraty passou pela cidade de São Paulo | FOTO: Ana Paula/Sumauma ICPC

De uma das cidades históricas mais antigas do país, os paulistanos receberam um belo presente em fevereiro. Com muita alegria e em ritmo pré-carnaval, o Centro Cultural São Paulo e a galeria Olido acolheram os caiçaras da Caravana Paraty e seus convidados, em um evento que reuniu música, dança, artes visuais e debates sobre o futuro do que temos de mais genuíno na cultura brasileira.

Durante dois finais de semana, dois grandes polos de difusão de cultura na capital encararam o desafio de trazer estes artistas depois do sucesso no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, ainda em 2013. As apresentações foram gratuitas e contaram com convidados incríveis da trupe, como Sá e Guarabyra, Orquestra Mundana e o rapper BNegão.

A Caravana de Paraty surgiu com a ideia de apoiar e valorizar a cultura popular da cidade histórica. Para animar o evento e trazer mais similaridade com as festas de Paraty, sejam elas religiosas ou não, o grupo trouxe tocadores de viola, conhecidos como cirandeiros, para fazer da música e da dança as principais diversões da festa. A ação realizada em São Paulo partiu do movimento do Defeso Cultural, que reúne a comunidade artística da cidade carioca.

O evento começou com o famoso carnaval de máscaras e bonecos, que tem a grande responsabilidade de garantir o anonimato dos foliões, além de embelezar ainda mais as festas. Durante a apresentação, as danças de grupo ou roda (xiba, ciranda, caranguejo, cana verde marcada, marrafá, tira chapéu, dança dos velhos, dança das fitas, arara, marca do lenço e tonta) e as danças de par (cana-verde valsada, canoa, Felipe) ganharam destaque.

A Caravana Paraty passou pela cidade de São Paulo | FOTO: Ana Paula/Sumauma ICPC

A Caravana Paraty passou pela cidade de São Paulo | FOTO: Ana Paula/Sumauma ICPC

Com um debate de ideias e de políticas públicas capazes de preservar a vida cultural das cidades turísticas, o Defeso Cultural promoveu um debate com a presença de Antonio Carlos Diegues, antropólogo e um dos maiores pesquisadores da cultura caiçara no Brasil, Mauro Munhoz, arquiteto e diretor-presidente da Associação Casa Azul, realizadora da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), e Luís Perequê, fundador do Instituto Silo Cultural, da Rede Caiçara de Cultura e do movimento do Defeso Cultural.

Não poderia faltar um banquete especial, então foi preparado um café tradicional, com bolo de mandioca e outras iguarias típicas da cidade colonial, ao som da famosa ciranda de Paraty. A música ficou por conta dos grupos Ciranda Elétrica, Chama Maré, Realidade Negra e seus convidados, BNegão e Orquestra Mundana. Durante o show, o público teve a oportunidade de conhecer a produção cultural contemporânea da cidade, regida pelo músico Carlinhos Antunes, diretor musical da Caravana Paraty.

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