A Educafro defende a doação de cotas no programa Ciência sem fronteiras

 

Texto: Redação | Foto: Divulgação | Adaptação web Sara Loup

Frei David Santos no Senado | Foto: Divulgação

Frei David Santos no Senado | Foto: Divulgação

Representantes da Ong Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) foram até o Senado Federal defender a adoção de cotas em favor de afrodescendentes e de populações carentes no programa Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudo de mestrado, doutorado e pós-doutorado em universidades no exterior.

O assunto foi tema de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Desde janeiro deste ano, 1,5 mil estudantes foram contemplados com bolsas de estudo em universidades dos Estados Unidos e do Canadá pelo programa e, até o final do ano, a expectativa é que esse número chegue a 20 mil. O objetivo do programa é conceder 100 mil bolsas até 2015. A Educafro considera que a maior parte da população brasileira (os afrodescendentes) fica em situação de desigualdade em iniciativas como essas no Brasil.

O programa é desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a participação do Ministério da Educação. “O governo e o Congresso estão desenhando um Brasil novo para reduzir as disparidades sociais, mas existe ainda uma reação dura de parte dos membros do Executivo que dificulta a ascensão dos negros, contra a própria prioridade que a presidenta da República já declarou para o programa”, disse o diretor da Educafro, frei David Santos.

 

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