Cultura negra está presente no Festival de Curitiba com 5 espetáculos

A peça Macumba é uma das mais aguardadas na programação do Festival de Curitiba 2017 (Foto: Miriane Figueira)

A peça Macumba é uma das mais aguardadas na programação do Festival de Curitiba 2017 (Foto: Miriane Figueira)

Com uma programação baseada na citação “só me interessa o que não é meu”, retirada do Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade, os curadores do Festival de Curitiba, Marcio Abreu e Guilherme Weber, convidam à reflexão e ao debate por meio de espetáculos que trabalham de forma diversa e plural.

O Festival de Curitiba começa em 28 de março e segue com programação até 9 de abril.

A cultura negra, por exemplo, estará presente em seus diversos aspectos (religião, música, dança, políticas sociais) em cinco espetáculos do Festival. Isso acontecerá não só na Mostra, como também em montagens do Fringe.

Um dos destaques da programação é a peça “Macumba: Uma Gira Sobre o Poder”, da Companhia Transitória. Com um tema voltado para o empoderamento da mulher e do homem negros, o espetáculo pretende trazer mais consciência sobre a cultura e identidade afro. As apresentações acontecem na Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, dias 3, 4 e 5 de abril, às 21 horas.

Outro espetáculo aguardado é “Farinha Com Açúcar ou Sobre Meninos e Homens”, com Jé de Oliveira e banda. O coletivo de São Paulo apresenta uma peça show que trata do homem negro da periferia. Apresentações dias 8 de abril às 21 horas e 9 de abril às 19 horas, no Sesc da Esquina.

Nos dias 3 e 4 de abril é a vez do espetáculo dirigido por Amir Haddad “Próspero e os Orixás: A Tempestade”. Com texto adaptado de Willian Shakespeare, Haddad usa técnicas do cordel e encenação para a rua e substitui todos os seres mágicos do original por entidades das religiões afro-brasileiras, discutindo aspectos da miscigenação. Espetáculo gratuito, às 17 horas, na Praça Santos Andrade.

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Adaptação de Shakespeare, Próspero e os Orixás, ‘A Tempestade’ discute a miscigenação. (Foto: Divulgação)

Outra opção gratuita é a “Bahia Pra Todos os Santos”, da Quaisquer Fulanos, grupo baiano de Conceição do Coité. Aqui a espiritualidade é expressa de modo lúdico e interativo usando poesias autorais e cantigas religiosas. As apresentações acontecem nas praças: Santos Andrade, dia 29 de março, às 19 horas e dia 1 de abril, as 12 horas; Generoso Marques, dia 30 de março, às 14 horas e na Praça Osório, dia 31 de março às 10 horas.

“Anjo Negro”, da Eitcha Companhia de Teatro, de Aracaju, fala sobre o preconceito em torno de um casal, ele negro e ela branca. Apresentações no Teatro Cleón Jacques, dias 1, às 13 horas, dia 2, às 16 horas e dia 3, às 19 horas.

Sobre o festival
A 26ª edição do Festival de Curitiba começa em 28 de março. A programação segue até 9 de abril com artistas em espetáculos para todas as idades e bolsos. Na Mostra Oficial serão 38 atrações, três internacionais e oito estreias nacionais. Confira a grade de programação.

O Fringe, recorte do festival com participação livre, sem curadoria, completa 20 edições e terá 11 mostras especiais – uma delas portuguesa, com 5 espetáculos. Ao todo, são 303 montagens em cartaz, 45 delas com apresentações de rua e 66 espetáculos gratuitos.

Além dos espetáculos, performances, intervenções e dos dois shows musicais, a programação inclui ainda uma série de ações, oficinas, conversas após as peças, encontro de crítica e curadoria e outras atividades de estimulo à formação do pensamento, às trocas entre artistas e entre artistas e público.

Fonte: G1

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