Confira alguns dados sobre as relações inter-raciais no Brasil

 

TEXTO: Ana Carolina Castro | FOTO: Shutterstock | Adaptação web: David Pereira

Dados sobre relações inter-raciais | FOTO: Shutterstock

Dados sobre relações inter-raciais | FOTO: Shutterstock

Um dos primeiros estudos sobre casamento inter-racial no Brasil foi desenvolvido por Austin Staley em 1959. Em sua pesquisa, ele observou que no país, 70% dos casamentos inter-raciais eram dos tipos “elíseo” (casais que desconhecem totalmente qualquer preconceito racial ou pressão social oriunda de preconceito racial)ou “nesédico” (casais com relativo isolamento social, o que os torna pouco sensíveis às pressões sociais oriundas de preconceitos raciais). Um estudo recente liderado pelo prof. Kaizô Beltrão, em parceria com Sonoe Sugahara e Moema De Poli (ambas da Ence/IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontou um aumento entre casamentos inter-raciais: de 8% em 1960 para 31% em 2010. Em 1960, os casamentos eram primordialmente endogâmicos (com alguém da mesma etnia) - mais de 90%. Cinco décadas depois, o cenário social mudou, e em 2010 os casamentos endogâmicos caíram para um pouco mais de 2/3.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o casamento entre pessoas de mesma cor ou raça é maior entre os brancos (74,5%), pardos (68,5%) e índios (65%) - neste caso, relacionado à preservação dos povos. O estudo indicou ainda a maior possibilidade de mulheres negras ficarem solteiras. Entre as mulheres com mais de 50 anos, as negras (7% da população) despontam como maioria na categoria “celibato definitivo”, que nunca viveram com cônjuge.
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