Mais de 100 atividades acontecem em todo o Estado de São Paulo no Dia da Consciência Negra

Com programação plural, Secretaria de Cultura do Estado de SP afirma querer ampliar discussão sobre o tema

Durante o Dia da Consciência Negra, celebrado neste sábado, 20 de novembro, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo promove eventos em todo o Estado. Ao todo, são mais de 100 atividades presenciais e virtuais que incluem filmes, peças de teatro, exposições, saraus, oficinas e cursos livres.

Na capital paulista, o Museu Afro Brasil celebra a data com apresentação musical, jogos e brincadeiras. Haverá, ainda, um tributo a Pixinguinha, o grande maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro, além de show com a Banda Performática, criada pelo artista José Roberto Aguilar e os músicos Arnaldo Antunes e Paulo Miklos. A banda promove uma fusão de linguagens, como performance, poesia, pintura, dança e música.

Já o Teatro Sérgio Cardoso apresenta o musical A Cor Púrpura, obra-prima de Alice Walker que conta a história de Celie, mulher negra, pobre e semianalfabeta que desde a infância passa por situações de indiferença e abandono.  O espetáculo retrata um pedaço do mundo do início do século 20 ainda muito presente nos dias de hoje. 

A Biblioteca Parque Villa-Lobos traz o Sarau Perifatividade,  ação em que artistas e público se conectam por meio de poesias, músicas, dança e artes visuais. Na edição especial do Dia da Consciência Negra, o cotidiano da mulher e homem negro nas periferias, o racismo e a luta por direitos serão tema das poesias declamadas pelo coletivo. A intervenção “Camélia – Onde estão os negros?”, ação na Biblioteca de São Paulo, conduz o público a um cenário lúdico sobre a luta preta e os propósitos da semana de arte moderna, com muita poesia de poetas pretos contemporâneos.  

O Dia da Consciência Negra nas Oficinas Culturais do Estado será marcado pela valorização da história e da produção cultural negra nas três unidades do programa que ficam na Capital (Alfredo Volpi, Juan Serrano e Oswald de Andrade). Todas as atividades são gratuitas e estarão disponíveis de forma virtual e presencial.  

As Fábricas de Cultura promovem diversos bate-papos educativos que abordarão temáticas relacionadas à cultura afro. Entre os encontros, o que trata dos cuidados com a pele negra, transmitido pelo canal do YouTube das Fábricas, com a farmacêutica esteta Arina Gabriela,  que contará um pouco sobre as características e os mitos que cercam a pele negra. Já a conversa sobre empreendedorismo afro será entre Letícia Santos e Zelma Tranças, no dia 25/11, às 19h. Em “Trançando Histórias”, Zelma  falará sobre o trabalho que realiza há mais de 30 anos na região de Osasco (SP), por meio de ações de formação para novos profissionais da área, e apresentará seu próprio negócio, um salão especializado em beleza afro. 

A criançada poderá aproveitar a atividade programada pelo Museu da Imigração, que realiza uma oficina de pintura com os artistas plásticos africanos  Lavi Kasongo (República Democrática do Congo) e Paulo Chavonga (Angola).  

Para quem gosta de confecção, a Oficina Cultural Maestro Juan Serrano programou uma oficina de turbantes em fios de lã. Sob coordenação do Ateliê da Jana, a atividade é indicada para todas as idades. As inscrições já estão abertas.  

Pela plataforma e aplicativo #CulturaEmCasa, o II Festival Negro em Ação será exibido a partir de 20 de novembro. São 60 filmes (33 curtas-metragens, 14 videoclipes e 13 videoartes), todos realizados por artistas e diretores negros. A ação faz parte do projeto Ponte Aérea Cultural, parceria entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e a do Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá no formato híbrido. Confira mais detalhes pelo aplicativo e pela plataforma #CulturaEmCasa. 

Interior e litoral 

Em Campos do Jordão, o Museu Felícia Leirner leva ao público infantil a contação da história ‘Meu Crespo é de Rainha’, livro de Bell Hooks, e a oficina ‘Boneca Abayomi’ que vai ensinar a produção da boneca e a história dessa tradição.   

No Museu Casa de Portinari, em Brodowski, a professora Camila Gonçalves Lima Rosa realiza uma roda de conversa na qual reforça a importância da educação, com a história de Maria do Carmo Valério Nicolau, mulher negra que ingressou na escola como ouvinte e conseguiu se formar.

O Museu Índia Vanuíre, em Tupã, apresenta a exposição ‘Movimento Negro em Tupã: Raízes e Resistência’ que vai contar a trajetória do movimento negro na cidade por meio de fotos e textos.  

Aproximar o público da cultura africana e incentivar a reflexão sobre violência contra mulheres negras e, principalmente, periféricas, é o objetivo do bate-papo que será realizado no Museu do Café, em Santos. O museu fará uma  live sobre a produção de podcasts, que também integrará a programação. Para atender ao público durante a temporada de cruzeiros, o Museu preparou um expediente ampliado, que vai até 4 de dezembro. 

A programação completa está disponível no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – www.cultura.sp.gov.br 

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