Mais de 200 rohingya desembarcaram na província de Aceh, Indonésia, no último fim de semana, após enfrentarem uma perigosa travessia pelo mar. Essa fuga desesperada reflete a realidade de um povo historicamente perseguido e sem cidadania, que vive em condições precárias em Mianmar e nos campos de refugiados da região.
Os rohingya, um grupo majoritariamente muçulmano, arriscam suas vidas em embarcações frágeis para alcançar países como Tailândia, Malásia e Indonésia. A jornada, marcada por fome, doenças e o medo constante de naufrágios, é para eles uma chance de sobrevivência e esperança.
Em Aceh, as autoridades locais registraram as chegadas e prestaram apoio inicial. No entanto, o desafio vai além do acolhimento imediato. Essas pessoas chegam exaustas, fragilizadas, e muitas vezes traumatizadas.
O impacto disso na vida dos rohingya é profundo, famílias são separadas, crianças crescem sem acesso à educação ou saúde, e o futuro permanece incerto. Para os países que os recebem, a responsabilidade de oferecer abrigo, segurança e dignidade humana exige esforços conjuntos.
Essa crise humanitária é um chamado à ação global. Mais do que números, os rohingya são vidas que clamam por solidariedade, respeito e a chance de reconstruir suas histórias.