Maria Zita Ferreira faz história como a primeira mulher negra a receber o Troféu Jaburu
A dança sempre foi um refúgio e uma forma de contar histórias para Maria Zita Ferreira. Mais do que passos e movimentos, ela enxerga na arte uma conexão com sua ancestralidade, uma maneira de dar voz ao seu povo e resgatar memórias. Com mais de 40 anos de trajetória, a professora foi homenageada nesta terça-feira (28) com o Troféu Jaburu, a maior honraria cultural de Goiás, na categoria de artes cênicas. A cerimônia aconteceu no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
Pela primeira vez, uma mulher negra recebeu essa premiação, que já homenageou grandes nomes da cultura goiana, como Cora Coralina, Eli Camargo, Belkiss Pencière, Lena Castello Branco, Goiandira do Couto e Darcy França Denófrio.
Para Maria Zita, esse reconhecimento simboliza uma jornada de luta e amor pela arte. “Eu o recebo de todo o coração porque acredito que há humanidade em torno desse troféu. Desde os tempos em que fazia trabalhos sociais até hoje, dentro da estrutura do estado, sempre usei a dança para contar histórias, encontrar respostas e exaltar a cultura negra”, afirmou.
Seu legado vai além dos palcos e das salas de aula. A conquista de Maria Zita abre caminhos, inspira novas gerações e reforça o poder da arte na valorização da identidade e na transformação social.