Em nossa matéria de capa, conheça a história de Nanda Lisboa, a atriz negra que está conquistando o seu espaço

 

Texto: Fernanda Alcântara| Foto: Kadão Costa | Adaptação Web Sara Loup

Nanda Lisboa | Foto: Kadão Costa

Nanda Lisboa | Foto: Kadão Costa

Com apenas 24 anos, a bela Fernanda Moreira Lisboa arranca suspiros dos homens e certa inveja das mulheres por onde passa. Dona de uma beleza inegável e estonteante, Nanda Lisboa compõe o elenco da novela Sangue Bom, dos autores Maria Adelaide Amarale Vincent Villari. A atriz nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, Bahia, mas foi criada em Salvador, onde iniciou sua carreira de modelo, aos 11 anos, em comerciais de TV e campanhas publicitárias locais. Mais tarde, mudou-se para São Paulo, onde acreditava que seu sonho de seguir carreira como modelo poderia alcançar concursos nacionais.

Em 2001, participou do concurso Garotas do Brasil Via Marte e teve a primeira oportunidade de estrelar uma campanha nacional. Aos 17 anos, ganhou o concurso Garota Atrevida, sendo capa da revista na edição de número 146. No ano seguinte, em 2006, foi capa de diversas publicações, incluindo a Raça Brasil, com a temática “auto estima negra”. Também participou de diversos editoriais de moda e mídia impressa.

Em seu currículo estão peças publicitárias de importantes empresas nacionais e internacionais.A vontade se aperfeiçoar levou Nanda a dedicar-se a aulas de canto, cursos de teatro, cinema e TV. Já como atriz e cantora, foi convidada a participar do musical Dama do Cabaré, de Marcos Vinícius de Arruda Camargo, indicado como Melhor Espetáculo Musical do Ano no 4° Prêmio Contigo! de Teatro.

Confira a entrevista e o ensaio exclusivo que a Nanda fez pra Raça Brasil!

Raça Brasil: Você sempre quis ser atriz?

Nanda Lisboa: Na verdade, eu sempre quis ser modelo, tanto que comecei nessa profissão aos 11 anos. Com a mudança para São Paulo e o grande volume de trabalho, procurei cursos de interpretação, mas, inicialmente, apenas com a intenção de ir melhor nos testes de vídeo. Depois, fui me dando conta de que precisava montar um personagem a cada dia, a cada trabalho: num dia eu era uma mulher sensual para catálogo de lingerie, no outro, uma menina moleca para moda jovem ou mulher séria e centrada para Dia das Mães. E foi aí que nasceu o interesse pela interpretação.

RB: Você passou por preconceitos raciais e sociais?

Nanda: Em São Paulo, passei por várias situações em entradas de balada e restaurantes. Por exemplo, diziam para mim:“Desculpa, a casa tá lotada!”. Mas qualquer branco que aparecia do meu lado entrava na casa.

 

RB: Como você enxerga o papel social do ator?

Nanda: Acho de extrema importância aproveitar as oportunidades que os personagens nos dão para dar bons exemplos, para inspirar as pessoas.

RB: O que da Nanda Lisboa você enxergana Sheila?

Nanda: Ela é uma menina batalhadora, de classe baixa, que sonha entrar pra uma boa universidade e crescer na vida. Sou muito sonhadora e luto para alcançar meus objetivos, é nesse ponto que me identifico com ela.

RB: O que você faz no dia-a-dia? Como é asua rotina?

Nanda: Não gosto de ficar parada. Quando não estou viajando a trabalho, estou na rua resolvendo coisas pessoais, encontrando amigos, estudando... Estou sempre em movimento.

RB: O que você faz para manter a beleza e a boa forma?

Nanda: Não tenho muito problema com o corpo. Como de tudo um pouco e não tenho praticado atividade física nos últimos meses por causa da correria do trabalho, mas confesso que sinto falta, pois sempre pratiquei muito esporte na infância. Em breve, quero voltar a me exercitar, mas como hobby e para me manter saudável. Na alimentação, sempre evito gordura, cortei o pão do meu cardápio e tenho reduzido açúcar e sal.

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