Veja o resultado da pesquisa do Instituto Ethos que fez o mapeamento sobre a colocação do negro nas grandes empresas

 

Texto: Brunno Braga | Foto: Divulgação

Negros nas grandes empresas | Foto: Divulgação

Negros nas grandes empresas | Foto: Divulgação

Com a economia brasileira crescendo a índices superiores à média internacional e com um mercado de trabalho aquecido, o percentual de empregabilidade no país vem alcançando números mais do que satisfatórios. Recentes dados do IBGE apontam que a taxa de desemprego no Brasil está na faixa dos 6% da população economicamente ativa (PEA).

Dessa forma, podemos concluir que boa parte da população negra inserida está, também, se beneficiando do bom momento econômico brasileiro? Em termos quantitativos, a resposta pode ser afirmativa, mas em termos qualitativos, verifica-se que muito ainda tem que ser feito.

É o que aponta o Instituto Ethos em pesquisa intitulada O Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e Suas Ações Afirmativas. A pesquisa fez um mapeamento sobre a colocação do negro em cargos de comando. O resultado: Mesmo representando 51,1% da população brasileira, a disparidade e a sub-representação ainda são bastante contrastantes.

Segundo a pesquisa, os cargos de executivos das grandes empresas brasileiras são ocupados por 5,3% de negros. A situação da mulher negra é pior: ela detém uma parcela de 9,3% da base da escala e de 0,5% do topo, o que representa, em números absolutos, seis negras (todas pardas) entre as 119 mulheres ou os 1.162 diretores, negros e não negros, de ambos os sexos, cuja cor ou raça foi informada pelas empresas que responderam este item da pesquisa.

 

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