Home Capa Neil DeGrasse criará jogo que leva em conta ciência “de verdade”

Neil DeGrasse criará jogo que leva em conta ciência “de verdade”

Por 29 dólares, qualquer pessoa no mundo poderá receber a versão de testes do game e ganhar o jogo quando ficar completo

São Paulo – Um dos astrofísicos mais populares do planeta, o norte-americano Neil deGrasse Tyson, encontrou uma maneira de misturar o ensino da astronomia com a diversão. Em parceria com cientistas, desenvolvedores e autores renomados, Tyson lançou um projeto de game sobre exploração espacial e busca arrecadar fundos na plataforma de financiamento colaborativo Kickstarter para transformar seu sonho em realidade.

O jogo, chamado de Space Odyssey (Odisseia Espacial, em português), terá missões baseadas em biologia, química, geografia e engenharia. A meta do jogador é desenvolver planetas, criar espécies, construir robôs e explorar vidas extraterrestres, segundo a página no Kickstarter. Nessa aventura, Tyson será o guia cósmico que ajudará o usuário a completar as missões.

A jornada do game começa em uma estação espacial, nomeada de Infinity Command. É nela que o jogador aprende técnicas necessárias – e baseadas na realidade – para a sobrevivência em viagens espaciais. A primeira parada nessa história é a exploração do Proxima b, um exoplaneta parecido com a Terra que está a apenas quatro anos-luz de distância do nosso planeta.

Após examinar a superfície desse novo mundo – que existe na via real e até há a possibilidade de enviar missões da Nasa para lá – e aprender como a física funciona nesses lugares, o usuário inicia sua jornada principal. A partir da Infinity Command, ele precisa criar um planeta do zero, levando em consideração todos os aspectos reais da ciência.

Nesse novo sistema, o jogador precisa lidar com qualquer tipo de adversidade relacionada a um planeta, como mudanças climáticas, objetos espaciais, ameaças de outras vidas extraterrestres e transformações causadas pela evolução.

Todo esse processo de criação pode ser feito por apenas um jogador ou ter a ajuda de outros usuários. Além disso, o game permite que os jogadores projetem naves espaciais para explorar galáxias criadas por outros usuários ou celebridades do mundo da fantasia e da ficção científica, como Neil Gaiman, autor de “The Sandman” e “American Gods” e George R. R. Martin, autor de “Game of Thrones”.

O game poderá ser jogado em dois modos: online e offline. Há também uma função de realidade virtual para os usuários que possuírem os óculos que funcionam com a tecnologia. Segundo a página do jogo no Kickstarter, ele irá funcionar nos dois principais sistemas de computador, OS da Apple e Windows da Microsoft. A página não indica se haverá uma versão para dispositivos móveis, nem diz quais serão os requisitos mínimos de um computador para rodar o game sem problemas. Espera-se que seja necessária uma placa de vídeo dedicada da AMD ou da Nvidia, além de um processador de geração recente e uma boa memória RAM.

Para criar o Space Odyssey, Tyson fez parcerias com produtores responsáveis por jogos como “God of War 3” e “Final Fantasy IX” e histórias em quadrinho, como “Wolverine”. O objetivo do astrofísico é que o game fique pronto até 2019 – ou seja, daqui dois anos.

Até agora, a página do Space Odyssey arrecadou pouco mais de 98 mil dólares até a publicação desta matéria. O objetivo é adquirir – rufem os tambores – 314.159 dólares (entendeu?). Há vários pacotes com diversos valores para quem quiser ajudar o projeto. Um dos mais baratos e interessantes é o de 29 dólares. Com esse pacote, o usuário ganha acesso à versão beta do jogo para testes e a versão completa após o lançamento.

É difícil dizer se o jogo vai ficar pronto até 2019, já que ele tem muitas funções complexas, como a realidade virtual. Além disso, provavelmente, Tyson precisará de um financiamento maior para fazer o game que quer – ao que parece, a página no Kickstarter é mais uma jogada de marketing do que uma necessidade.

Independentemente disso, se Space Odyssey se tornar uma realidade, ele será uma ferramenta divertida para ensinar crianças e adolescentes sobre ciência de verdade.

 

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