Presidente do Haiti é assassinado em meio a crise política no país

O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado nesta quarta-feira (7), em sua casa, por um comando integrado por pessoas estrangeiras. A morte foi anunciada pelo primeiro-ministro em final de mandato, Claude Joseph.

De acordo com ele, a mulher do presidente, Martine Moise, ficou ferida no ataque e foi hospitalizada. Joseph pediu calma à população e garantiu que a polícia e o Exército estão encarregados de manter a ordem.

Trajetória

O empresário Jovenel Moise se tornou presidente em novembro de 2017. Ele foi declarado vencedor apenas após um tribunal eleitoral negar as acusações de que houve fraude nas urnas.

Moise concorreu pelo partido PHTK, do ex-presidente Michel Martelly. Ele venceu a disputa com 55,6% os votos. 

Apesar disso, enfrentou uma série de manifestações contra seu mandato. Em 2019, milhares de hatianos foram às ruas para exigir a renúncia do presidente. 

Protestos 

Em fevereiro daquele ano, os protestos decorreram das crescentes dificuldades econômicas do país. Manifestantes relacionavam a crise no Haiti ao desvio de fundos ligados ao PetroCaribe, acordo da Venezuela com governos da região para a venda de petróleo a preços subsidiados.

Uma investigação do Senado realizada em 2018 acusou ex-funcionários do governo e empresários de desviar cerca de US$ 2 bilhões (R$ 7,4 bilhões) de ajuda de Caracas.

Já em outubro, a população voltou às ruas, mobilizada pela escassez de combustível no país, além de outros fatores de descontentamento, como desemprego, inflação e a insegurança.

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