Macacos é o título do monólogo criado, dirigido e atuado por Clayton Nascimento, espetáculo que estreia no teatro do Sesc Bom Retiro na quinta, dia 10/4, com apresentações até 18/5, de sexta a domingo, exceto no feriado da Sexta-Feira Santa, dia 18/4. Sessões extras acontecem nos feriados de Tiradentes, segunda-feira, dia 21/4, e no feriado do dia do Trabalho, quinta-feira, 1/5. No solo, com o palco nu e munido apenas de um batom como objeto cênico, o ator enfrenta o desafio de retratar o preconceito contra os povos pretos a partir do relato de um homem-negro que busca respostas para o racismo do cotidiano, além de trazer pontos importantes da história de sua comunidade. A dramaturgia foi criada a partir do caso do goleiro Aranha, do Grêmio, ofendido pela torcida tricolor gaúcha em 2014.
O título do espetáculo faz referência a uma das formas de ofensa racista mais usadas para atacar pessoas negras no mundo todo. A peça se desenrola num fluxo de pensamentos, desabafos e elucidações que surgem em cena, tendo como pano de fundo a história do Brasil e situações de violência racial vividas por grandes artistas negros, de Elza Soares a Machado de Assis e Bessie Smith, até os relatos e estatísticas de jovens presos e executados pela polícia em dados coletados pelo Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cruzados com os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
De acordo com matéria publicada no site da Revista Piauí em julho de 2024 (sob o título “Eu só tinha um sonho, um batom e uma bermuda”, de autoria do jornalista Gilberto Porcidonio) a respeito do artista, um desses casos de morte violenta citadas na peça é a “de Eduardo de Jesus Ferreira, menino de 10 anos assassinado pela Polícia Militar com um tiro na cabeça enquanto brincava na porta de casa, no Complexo do Alemão, em abril de 2015. A mãe de Eduardo, Terezinha, sempre participa da peça. Sobe ao palco por alguns minutos, homenageia o filho e fala de sua busca por reparação. No ano passado, o advogado João Pedro Accioly estava na plateia e, terminado o monólogo, procurou Terezinha para conversar. Tornou-se seu representante legal. Um mês depois, conseguiu fazer com que a investigação da morte fosse desarquivada pelo Ministério Público do Rio.”
Macacos começou a ser escrita em 2015 e surgiu primeiro como cena curta em 2016, tendo estreado no seu formato longo em 2022. Desde então, a peça já participou de festivais em Fortaleza, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Pernambuco e Amazonas, além de temporadas internacionais por países como Rússia, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai e Chile. Na temporada carioca, em 2023, ganhou o reconhecimento da classe artística, sendo elogiada por atrizes como Fernanda Montenegro, Renata Sorrah, Deborah Bloch, Camila Pitanga, Neusa Borges e pelo ator Caio Blat.
O espetáculo acumula mais de uma dezena de premiações, entre elas “Prêmio Especial do Júri por Relevância Temática e Proposição Cênica” do IX Festival Niterói em Cena, do XIV Festival de Esquetes de Cabo Frio, do XX Festival de Teatro do Rio de Janeiro e do VIII Festival de Teatro do Amazonas, além dos Prêmios Shell, APCA, Associação de Produtores de Teatro, e Deus Ateu de Teatro, estes na categoria de melhor ator.
Clayton Nascimento
Ator, dramaturgo, diretor e professor brasileiro. Vencedor do Prêmio Shell de Teatro como Melhor Ator em 2023. Sua peça MACACOS foi aclamada pelo público e pela crítica, sendo considerada um importante documento histórico e dramático pelo jornal O Globo. Graduado pelo Teatro Escola Célia Helena, pela Escola de Arte Dramática, e em Educomunicação pela USP, onde é mestrando na Escola de Comunicação e Artes, estudou também na SP Escola de Artes e na Casa do Teatro. É professor de graduação do Teatro Escola Célia Helena. Na TV, ele participou da série Carcereiros, Selvagem, Dois Tempos (Disney Plus), A Caverna de Petra (Globoplay), As Five e da novela Fuzuê (Rede Globo). Atuou também como preparador de elenco na Rede Globo e no filme Erva do Gato, de Novíssimo Edgar, com Gracê Passô e Jup do Bairro.
Serviço
Macacos
Interpretação, Direção e Dramaturgia: Clayton Nascimento
Estreia dia 10/4, quinta, às 19h30. Temporada até 18/5.
De Sexta a domingo. Sextas e sábados, 19h30. Domingos e feriados dias 21/4 e 1/5, 18h. Atenção: Não haverá sessão na sexta, dia 18/4.
Local: teatro (291 lugares). 14 anos.
Ingressos: R$18 (Credencial Plena), R$30 (Meia) e R$60 (Inteira).
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.
ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO – (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial Plena). R$ 21 (Outros). Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.
IMPORTANTE: Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
TRANSPORTE GRATUITO
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O
embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link http://tinyurl.com/3drft9v8
Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.