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Wilson Simonal

  • Autor: Redator

  • Publicado em: 17/10/2016

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Conheça a história intrigante do cantor Wilson Simonal

 

Texto: Oswaldo Faustino | Foto: Divulgação | Adaptação Web Sara Loup

Wilson Simonal | Foto: Divulgação
Wilson Simonal | Foto: Divulgação

Até 1971, Wilson Simonal tinha uma carreira prolí­ca e era um dos principais nomes da música brasileira. Ele possuía a Simonal Produções, empresa que cuidava de seus negócios. O cantor não participava da parte administrativa e ­ financeira de sua carreira, mas quando resolveu checar a contabilidade, teve uma grande surpresa ao saber que estava no “vermelho”, com dívidas atrasadas e impostos a pagar.

Revoltado, demitiu todo mundo .Descon­fiado de que o contador Raphael Viviani o estava roubando, pediu a dois amigos policias que dessem uma prensa nele. Os agentes acabaram arrancando a con­fissão por escrito de Raphael após uma sessão de tortura. O contador resolveu prestar queixa contra Simonal e os dois agentes, e o caso acabou ganhando os noticiários.

Mal orientado, Simonal contou uma história fantasiosa quando foi chamado para depor, disse que o ex-contador era um terrorista e o estava ameaçando. Duas semanas depois, Mário Borges, um dos agentes, relatou aos seus superiores que Wilson Simonal era um dedo-duro do regime militar. A história ganhou outras dimensões, e com o jornal O Pasquim à frente, a imprensa reforçou essa imagem sobre o cantor.

Desde este episódio, o cantor passou a carregar a pecha de colaborador do regime militar e até de torturador. A consequência foi o ostracismo, que resultaria em sua morte em 25 de junho de 2000, em decorrência do consumo excessivo de álcool. Em algumas tentativas de explicar o fatídico episódio de 1971, Simonal chegou a armar que sofreu preconceito racial, mas a verdade é que o mistério sobre o episódio nunca chegou a ser esclarecido de forma definitiva.

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