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Igreja Católica pede uma Itália livre de ‘ódio e racismo’

  • Autor: hamalli

  • Publicado em: 11/06/2018

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Em um momento em que a imigração é um dos principais assuntos na Itália, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) pediu que o país não seja “racista”.

“O mundo inteiro precisa de uma Itália em paz, porque somos interdependentes. A Itália dá à Europa, ao Mediterrâneo e ao mundo uma grande contribuição de serviços de paz, de cultura, trabalho e desenvolvimento”, afirmou o cardeal e presidente da CEI, Gualtiero Bassetti.

“Não podemos faltar com as nossas responsabilidades, que fizeram nosso país ser reconhecido no mundo todo. Há uma humanidade italiana que não devemos perder ou deixar se corromper pelo ódio e racismo”, acrescentou o também arcebispo de Perúgia, na “Vigília de oração pela Itália”.

No evento, promovido pela Comunidade de Santo Egídio na basílica romana de Santa Maria in Trastevere, Bassetti também recordou que, alguns meses atrás, pedira aos bispos para “unir a Itália e não dividi-la”.

Ele também lembrou da importância de uma pátria, principalmente para aqueles que “a perderam, foram expulsos ou tiveram de abandoná-la”. “Talvez não refletimos sobre a grande bênção de Deus de nos ter dado uma pátria. A expressão está ligada ao conceito e à realidade de ‘pai’. É o conjunto de bens que recebemos deles. E tantos refugiados procuram uma pátria materna…”, disse.

O cardeal também falou sobre o novo governo italiano, que para ele pode significar “a conclusão de um período difícil”, mas, ao mesmo tempo, é um momento “que convida todos a um senso de responsabilidade de palavras e de fatos, que leve em conta o respeito às pessoas e aos bens comuns”.

Ele revelou que sua maior “preocupação” acerca da nova gestão é com relação às “periferias das nossas cidades, dilaceradas, em dificuldade cotidiana para viver”. Bassetti ainda mencionou o medo do futuro que a população tem, que, por vezes, pode “contagiar” inclusive os cristãos. “Não é necessário ter medo e pensar somente em si”, esclareceu. (ANSA)

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