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Polícia vai investigar suposto caso de racismo em prova do Conselho Federal de Contabilidade em Porto Alegre

  • Autor: hamalli

  • Publicado em: 18/06/2018

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A Polícia Civil irá instaurar inquérito para apurar suposto caso de racismo ocorrido neste domingo (17) em Porto Alegre, durante prova do Conselho Federal de Contabilidade. Uma advogada e contadora, que pediu para não ser identificada, relata ter sido constrangida por uma fiscal de prova a prender os cabelos antes do início do exame. Conforme boletim de ocorrência registrado na 17ª Delegacia da Polícia Civil, a profissional entrou na sala e se preparava para começar a prova quando foi advertida.

- Tu vais ter de prender o cabelo - teria dito a fiscal, apontando o dedo para a contadora.

- Mas por que eu? Tem um monte de gente de cabelo comprido aqui. Por que só eu? - questionou a moça.

- Tu vais ter de prender o cabelo para fazer a prova - teria insistido a fiscal.

Segundo o relato da vítima, outras pessoas que prestavam o exame também reclamaram da atitude da fiscal, mas teriam sido orientadas a permanecer em silêncio. A profissional prendeu o cabelo, fez a prova e, ao final, procurou dois coordenadores do exame. Os dois homens, funcionários da empresa contratada para realizar o concurso, levaram-na para uma sala e chamaram a fiscal, que foi orientada a pedir desculpas.

A fiscal se desculpou, mas a contadora decidiu registrar ocorrência do caso na Polícia Civil. O titular da 17ª DP, delegado Fernando Edison Soares, diz que irá verificar o boletim de ocorrência nesta segunda-feira (18) e chamar a contadora para prestar depoimento.

- Depois vamos ouvir as outras pessoas, testemunhas e a mulher que teria praticado o ato de racismo - diz Soares.

Segundo a direção do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, o exame foi todo organizado pela conselho federal da categoria, sem qualquer ingerência da unidade gaúcha, inclusive na contratação da empresa que aplicou a prova. Gaúcha ZH tentou contato com a empresa e com o Conselho Federal de Contabilidade, mas ninguém atendeu as ligações. A Polícia Civil não divulgou os nomes das pessoas citadas na ocorrência.

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