Revista Raça

Paginas Pretas

A cantora de samba Thaís Macedo

  • Autor: Redator

  • Publicado em: 17/10/2016

  • Comentários:

Veja trechos da entrevista com a cantora black Thaís Macedo

 

TEXTO: Denise Pires | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A sambista Thaís Macedo | FOTO: Divulgação
A sambista Thaís Macedo | FOTO: Divulgação

Thaís Macedo vem de uma família ligada à música. O pai, Jorge Macedo tocava violão. A tia Janete Macedo cantava na noite. Incentivo, portanto, não faltou para que a então menina de Rio das Ostras. “Sempre gostei de cantar, desde pequena. Comecei no coral da escola e, aos sete anos, já sabia o que eu queria. Minha família sempre me incentivou, o que ajudou muito na minha escolha. A música sempre foi prioridade, afirma a cantora, que chegou a prestar vestibular para engenharia civil e nutrição. Foi com 17 anos, ainda estava na dúvida do que fazer e na região em que eu morava, Rio das Ostras, Macaé,todos pensavam em fazer faculdade pra trabalhar nas empresas petrolíferas, relembra aís, que optou em cursar produção musical, que tinha mais a ver com a área que ela realmente gostava e vinha de berço: a música.

O samba sempre foi uma paixão?

Sempre tive paixão pela música. Quando comecei a cantarsamba, vir para o Rio de Janeiro, frequentar as rodas e convivercom os músicos, cantores e compositores, a ideia de seguircarreira amadureceu mais.

A experiência na noite é, para o músico, a melhor faculdadeque existe. Como aproveitou essa fase?

Sem dúvida, é uma grande experiência cantar na noite. Em Riodas Ostras, onde comecei, foi uma preparação antes de vir parao Rio. Aprendi muito lá. Depois, quando vim me apresentarno Carioca da Gema e no Rio Scenarium, já tinha a manha decomo lidar com o palco e o público e aprendi mais ainda. Comotodos, reconheço que ainda tenho muito o que aprender. Porisso, gosto muito de prestigiar outros cantores.

Vamos falar de samba. O gênero, atualmente, tem sidodeixado de lado pela mídia, em seu lugar estouram pagodeseletrônicos, o chamado funk carioca e outros ritmos regionaisque ganham o país com ar de oportunismo. Você acha que osamba, nossa maior expressão musical, anda em baixa comoproduto comercial?

Não! Acho que samba ainda vende sim, tem um público fi el enão é apenas uma febre que vai passar daqui a pouco. O sambaestá numa fase boa, porém, não queremos como os outrosgêneros, banalizar as letras e melodias para comercializá-lo.

No Rio de Janeiro parece que você já é uma realidade. E em esfera nacional, quais são seus planos, uma vez que em alguns mercados osamba não anda com tanta força ou não tem tanta tradição?

O Brasil é um país muito extenso com uma diversidade cultural grande. De norte a sul, podemos passear por vários ritmos, gêneros musicais e tradições. Espero poder contribuir, com outros profissionais, para que o samba ganhe mais força e quebre essas barreiras do mercado.

Quer ver esta e outras matérias da revista? Compre esta edição número 162.

Comentários

Comentários