Leia um breve texto sobre a carreira da cantora e deputada estadual Leci Brandão

 

TEXTO: Redação | FOTO: Rafael Cusato | Adaptação web: David Pereira

A cantora e deputada Leci Brandão | FOTO: Rafael Cusato

A cantora e deputada Leci Brandão | FOTO: Rafael Cusato

Carioca de Madureira, a filha de dona Lecy de Assumpção Brandão, uma servente que morava na escola pública onde trabalhava – foram três colégios em bairros diferentes do Rio de Janeiro –, sempre viveu como aqueles trapezistas que saltam, sem rede de proteção, em permanente busca de novos desafios, desdenhando da palavra “impossível”. Começou a conquistar prêmios em 1968, no programa de calouros A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, até 2008, no 20º Prêmio de Música Brasileira (antigo Sharp e TIM), pelo CD Eu e o Samba, além de dezenas de outros de reconhecimento e títulos de cidadania. Ao gravar seu primeiro compacto, em 1974, já trazia na bagagem o pioneirismo de ser a primeira mulher a integrar a ala de compositores da tradicionalíssima Estação Primeira de Mangueira, onde ingressou dois anos antes.

Vinte e três álbuns depois, um DVD, várias participações em gravações coletivas ou em discos de outros artistas como convidada, e ainda a atuação como atriz na novela Xica da Silva, da TV Manchete, como comentarista de desfiles de escolas de sambas, como conselheira da Seppir, como parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo, ninguém mais consegue pensar em Leci Brandão sem acrescentar a classificação “mulher, negra, guerreira”, sempre atenta e participativa na defesa da maioria, que resulta da soma de todas as chamadas “minorias”. Sem subterfúgios, um número grande dos sambas que compõe ou escolhe para interpretar são verdadeiros manifestos políticos em defesa de direitos, da liberdade, da educação, do respeito à diversidade. “Sou uma deputada bastante assídua. Este gabinete tem muita demanda.”

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