Conheça a história da banda Motumbá, famosa por sua mistura musical

 

TEXTO: Redação | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A banda Motumbá | FOTO: Divulgação

A banda Motumbá | FOTO: Divulgação

No idioma iorubá, Motumbá é uma saudação e significa um pedido de bênção a Deus. É também o nome da já consagrada banda que é destaque nos carnavais e na vida cultural da Bahia. Por isso mesmo, “Motumbá pra você” é o nome de um de seus trabalhos. O CD, produzido pelo próprio grupo, é dirigido por Alexandre Guedes e Carlos Pedreira. A história do grupo, no entanto, é mais antiga e se mistura com a história de Guedes. Percussionista, cantor, compositor e arranjador, o band leadear tem um percurso de respeito quando se trata de música baiana, com mais 20 anos de carreira. Também foi ele que comandou a primeira formação da banda Timbalada, interpretando, inclusive, o sucesso “Canto pro Mar”.

“Só que para mim ainda faltava alguma coisa.” Para o ex-timbaleiro ainda havia o desejo de mudar mais a sonorização e inserir outros aspectos da cultura baiana. Foi assim que realizou outros trabalhos e esteve por mais de um ano em laboratório. Disso resultou na Motumbá.

A banda Motumbá surgiu no final de 2004 e explodiu ao som da música “Bororó”. A intenção do grupo é trabalhar as possibilidades da música. Por isso, a experiência de misturas e arranjos entre MPB, samba-de-roda, frevo, merengue, percussão e raízes baianas.

A banda apresenta-se como um delicioso coquetel de suingues, que vai do axé a um tipo de afro-pop-caribenho, mas que se abre constantemente a novas experimentações. “A intenção é sempre misturar todo o tipo de música. A gente não tem um segmento. Seguimos a música, seja ela de que gênero for. Apenas priorizamos a qualidade e, claro, que realmente balance a galera” destaca Alexandre Guedes.

Mesmo assim, é possível distinguir algumas das inúmeras influências que compõem a personalidade sonora da Motumbá como o samba, o samba de roda, o merengue e mesmo a própria experiência da Timbalada. “Sem falar que tenho uma admiração muito grande por Marisa Monte, Gilberto Gil , Riachão... são personalidades que eu sempre escutei. O groove do Gil e o suingue que ele faz unido à experiência que tive com a seda que é a voz de Marisa Monte e com toda travessura de Riachão... não tem casamento melhor. Tem mais gente, mas no primeiro plano posso falar nesses três.”

 

Quer ver esta e outras matérias da revista? Compre esta edição número 179.

Comentários

Comentários