A matéria traz um panorama dos negros nas igrejas evangélicas. Confira

 

TEXTO: Cláudia Canto | FOTO: Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A presença dos negros nas igrejas evangélicas | FOTO: Divulgação

A presença dos negros nas igrejas evangélicas | FOTO: Divulgação

No livro O Movimento Negro Evangélico – Um Mover do Espírito (Selo Negritude Cristã), Hernani Francisco da Silva destaca que a presença do negro dentro das igrejas evangélicas é cada vez mais intensa. Este fenômeno começou a ganhar forma a partir da década de 1970, momento em que pessoas e organizações, sentiram-se desafiadas a trabalhar a questão racial nas igrejas. Segundo o autor, a facilidade do uso da internet, fortaleceu o movimento negro evangélico mobilizando pessoas todo o país.

“Diversos grupos e comunidades foram criados na rede, especialmente a partir de 2004, com a febre do Orkut. O surgimento desses grupos e organizações já nos faz pensar em um Movimento Negro Evangélico consolidado. Atualmente, esse movimento é uma das novas forças de combate ao racismo e de crescimento da consciência negra do Brasil,” constata Hernani. Tereza Thaiane, evangélica, é um exemplo dessa presença negra: o espaço em que ela frequenta, no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital paulista, é composto por 80% de jovens afrodescendentes. E neste aumento da presença da juventude negra nas igrejas evangélicas, a música gospel tem desempenhado um papel fundamental.

Segundo Doninha, empresário do artista gospel Thalles Roberto, as igrejas tiveram que se abrir para acolher a juventude. “Eles encontram na música gospel mensagens de não violência, resistência às drogas. Hoje conseguimos observar os jovens se voltando mais para a religião. A juventude evangélica está mais descolada, esclarecida. Eles acabam divulgando determinados artistas nas redes sociais. Com isso, a religião também acaba ganhando mais espaço”, conclui.

A frequentadora da igreja Renascer em Cristo, Viviane Moraes reforça: “Acredito que a música é um dos grandes responsáveis pela grande quantidade de jovens atualmente nas igrejas. Eles se identificam com as melodias, que tratam dos problemas do cotidiano, das dificuldades de viver como um cristão.”

 

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