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A vida do mestre do Barroco, Aleijadinho

  • Autor: Redator

  • Publicado em: 15/10/2016

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Saiba mais sobre a história de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, mestre do Barroco

 

TEXTO: Oswaldo Faustino | FOTO: Horacio Coppola/Acervo Instituto Moreira Salles | Adaptação web: David Pereira

Obra de Aleijadinho, mestre do Barroco | FOTO: Horacio Coppola/Acervo Instituto Moreira Salles
Obra de Aleijadinho, mestre do Barroco | FOTO: Horacio Coppola/Acervo Instituto Moreira Salles

Por volta de 1730 nascia em Vila Rica – hoje Ouro Preto – o mestiço Antonio Francisco Lisboa, que ficou conhecido como “Aleijadinho”, considerado o maior escultor barroco das Américas. Filho do arquiteto português Manuel Francisco Lisboa com sua escrava de prenome Izabel, Aleijadinho nasceu escravo – condição conferida a todos os filhos de escravas –, mas foi alforriado pelo pai. Além de exercer seu talento nas artes, integrou a infantaria do Regimento de Homens Pardos de Ouro Preto, frequentava bailes populares e apreciava o álcool.

Já na meia idade, foi acometido pela hanseníase, que deformou seu corpo todo, e também por outra doença chamada porfiria. Até morrer, aos 76 anos – ou 84, segundo outras fontes –, debilitou-se tanto que, para que pudesse esculpir, seus ajudantes amarravam as ferramentas no que restou de seus braços carcomidos pela doença.

A despeito desses males, produziu com intensidade em pedra-sabão e realizou entalhes em cedro, deixando um legado de valor inestimável nas igrejas de Vila Rica e em outras cidades mineiras como São João Del Rei, Congonhas do Campo,Sabará e Mariana, entre outras. Também recebeu menções elogiosas de viajantes estrangeiros como o botânico e naturalista francês Auguste Saint-Hilaire eo geólogo alemão Barão de Eschwege. Além de imagens de profetas, santos e vias sacras, há belíssimos portais, adros de igrejas, monumentais frontispícios, imponentes altares e chafarizes.

São também desse período pintores negros como Jesuíno Francisco de Paula Gusmão (1764 -1819), José Teófilo de Jesus (1758 - 1847), Mestre Valentim (1745-1813) e Veríssimo de Souza Freitas (sem registro de nascimento e morte), cujos entalhes, esculturas, quadros e afrescos podem ser vistos em igrejas e algumas edificações antigas.

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